As lendas de Destino do Tempo

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    Saphira-Gabi
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    As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sex Jul 08, 2011 2:30 pm

    bom, agora acho que ja da para botar o começo... o que acham do inicio de Liastter

    P.S. antes era salcker, mas mudei para Liastter

    Spoiler:
    Liastter 1

    O novo mundo

    Um menino e uma triste história

    Duncan Carsolny, um garoto de sete anos, estava sentado no peitoril da janela de seu quarto. Olhava as estrelas na imensidão escura. Respirou fundo. Estava preocupado com seu destino. Iria morar em uma mansão com seu avô. Seu avô que nunca conheceu, apenas o viu de relance no funeral de seu pai. Sua mãe morreu quando tinha nascido. Agora seu pai. Sentiu a tristeza de seu passado invadi-lo. O carro do homem se aproximava. Um velho desceu do carro azul escuro.
    - Duncan? Ele chegou. _ Disse a empregada.
    - Não quero ir. _ Disse Duncan. – Não sei se vou gostar dele.
    - É um velho gentil. _ Garantiu ela.
    Desceu suas malas e foi para a porta. O velho o esperava. Tinha um ar sábio e gentil. A parte de cima de sua cabeça era completamente careca, porém, mais abaixo tinha um cabelo curto e branco vivo. O velho não era magro, como também não era gordo. Usava óculos quadrados e com lentes grossas. Por baixo das lentes olhos marrons vivos e reluzentes como os de Duncan.
    - Olá. Sou Fernnon, e, como sabe, sou seu avô. Entendo que está chocado e não espero que vá se acostumar tão rápido com sua nova vida.
    - Tenho medo. _ Disse Duncan.
    O velho pegou as malas do garoto enquanto ele se despedia de sua empregada. Entrou no carro de Fernnon e seguiu rumo à nova vida.
    - Está se sentindo bem? _ Perguntou Fernnon reparando na expressão de Duncan.
    - Estou.
    - Não se preocupe. Pode ser complicado para você no começo, mas irá se acostumar. Tenho certeza disso.
    - Não sei se devia ter tanta certeza. Gostava do meu pai e acho que gostaria dela se tivesse conhecido minha mãe.
    - Tenho certeza que gostaria dela. Também não tive muito contato com ela. Apenas conheço seu pai, claro. Pelo que sabia, ela era uma moça doce e gentil.
    - Ainda tenho medo.
    - Não precisa ter. _ Fernnon sorriu e Duncan retribuiu o sorriso.

    Um tempo depois

    Passaram-se sete anos. Duncan se acostumou facilmente com a nova vida. Se apegou a Fernnon como se este fosse seu pai. Tinha um cachorro collie chamado Eltophey. Terminara seus estudos com um tutor devido a falta de tempo de Fernnon, além de a mansão ser em uma fazenda longe da cidade.
    De vez em quando andava a cavalo ou nadava. Quando não tinha nada para fazer, ia até a cidade com Fernnon e passeava pelas ruas e lugares fechados, como museus e cinemas.
    Também fez amizade com Leon, o mordomo da mansão. Era alto e magro, com olhos azuis, um pouco roxos. Era gentil, apesar de parecer misterioso.
    Adorava também passear pela biblioteca da mansão. Era um lugar grande e com quatro andares, com incontáveis livros. Era uma “floresta de livros”.
    Descobriu seu primo, Ralph, também morava com ele, devido aos mesmos motivos: perdeu seus pais. Era um pouco fechado para o mundo, porém um grande amigo de Duncan.
    Descobriu que a mansão era um lugar excelente para explorar. Havia encontrado uma clareira na floresta da mansão: Um lugar tranquilo, frio e confortável. Gostava de ir para lá e sentir o vento frio em seu rosto...

    Olhos amarelos

    Em uma tarde de sábado, Samuel Carsolny esperava o metrô em uma estação. Luzes no túnel. O trem chegava a toda velocidade. O vento bagunçava seus cabelos marrons-quase-pretos. Ao seu lado Ralph segurava seu boné e seus cabelos loiros esvoaçavam debaixo do objeto. Entraram no trem. Haviam ido fazer umas compras para Fernnon: cenouras, batatas, alfaces e carne, muita carne, além de outras coisas, motivo pelo qual foram em dupla. O trem estava quase vazio. Sentaram-se perto de uma das portas.
    - Compramos tudo? _ Perguntou Duncan.
    - Acho que sim... _ Disse Ralph pegando a lista.
    Duncan encostou a cabeça na janela e fechou os olhos. Alguns minutos depois perdeu a noção de onde estava e o que fazia. Uma coisa que nunca esperava aconteceu. Viu brilhantes melancólicos olhos amarelos em sua frente. Eram claros e faziam doer os olhos devido a seu brilho. Suas pupilas eram em forma de fendas. Suas formas pareciam com olhos de cachorros, mas pelo tamanho, eram um pouco maiores que os de um lobo bem grande. Uma imagem se formava atrás deles. Parecia um lobo, ou um cachorro cinza claro...
    - Duncan? Estamos chegando. _ Duncan abriu os olhos. Ralph o chamava.
    - Ok. _ Duncan pegou as suas sacolas enquanto Ralph pegava as dele.
    - Você... Está bem? Ficou murmurando enquanto dormia. _ Perguntou Ralph.
    - Estou. _ Não sabia se devia contar sobre os olhos amarelos para Ralph. Confiava no primo, mas achou que devia deixar o sonho só para ele.
    Pegaram um taxi e chegaram até a mansão-fazenda às quatro horas da tarde.
    Duncan foi para seu quarto e ficou pensando o que poderia ser a criatura de olhos amarelos.

    A clareira

    De manhã, Duncan foi até a clareira que costumava ir. Sentou em um tronco velho e fechou os olhos, sentindo a brisa em seu rosto.
    - Senhor Carsolny? _ Duncan se virou e viu Leon.
    - Leon?
    - Surpreso? Você não é o único que conhece as profundezas da mansão...
    - Bom, surpreso também estou. _ Disse outra voz. Agora era Ralph, que se aproximava por trás. – Nunca imaginei que o velho Leon sabia chegar aqui. _ Riu Ralph.
    - Agora estão duvidando de mim? Acham que não sei andar por uma floresta? _ Também riu Leon.
    - Eu não sabia que nenhuns de vocês sabiam chegar aqui. _ Disse Duncan.
    Os três começaram a rir da coincidência. De volta ao seu quarto, já à noite, deitou-se e dormiu rapidamente. Era noite, estava na clareira. Não estava sozinho. Olhos amarelos acenderam como um farol na escuridão. A criatura reapareceu. Era um animal fascinante, grande, olhos grandes, nobre, muito bonito.

    Tavyn

    A criatura sorriu. Duncan continuou assustado. Sabia que era um sonho, mas parecia tão real.
    - Quem é você? _ Perguntou Duncan.
    - Tavyn. _ Disse a criatura.
    - O que é você?
    - É difícil dizer o que eu sou.
    - Isso é real?
    - Depende. Estou realmente falando com você, mas estou também em seu sonho.
    - Porque você está aqui?
    - Você em breve me conhecerá. Só vim alertá-lo. _ Disse Tavyn. – Não se preocupe. _ Acrescentou ele, vendo a expressão de Duncan. – Seu avô e seu primo também irão.
    - Para onde? _ Tavyn Sorriu.
    - Você saberá.
    - Já alertou meu avô e meu primo?
    - Seu primo não está sob minha responsabilidade. Seu avô já sabe do que estou falando. Já esteve lá.
    E com outro sorriso, Tavyn e a clareira desapareceram. Estava em seu quarto novamente. Trocou de roupa e a primeira coisa que fez foi correr até a clareira. Não havia sinal nem da criatura, nem pegadas. Era um sonho. Mas será que era verdade?


    Última edição por Saphira-Gabi em Sab Nov 19, 2011 9:17 am, editado 1 vez(es)
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por João Blodhren em Sex Jul 08, 2011 4:29 pm

    Escreves bem, tendes a dar sequencia e tens uma boa imaginação, porém, seus capitulos estão muito curtos, como por exemplo "A Clareira", o Capitulo é só um dialogo e acabou, tenta aumentar um pouco dos capitulos, firmeza? Very Happy Boa Sorte !
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sex Jul 08, 2011 4:35 pm

    vlw ja editei, vou esperar pra por o Tavyn...
    tambem percebi os capitulos quando escrevia, mas nao achei nada que encaixasse no titulo do capitulo e peço que quem tiver alguma dica me ajude, afinal, é para isso que criei o topico
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Undbitr em Sex Jul 08, 2011 6:08 pm

    A clareira e Tavyn podem ser unidos em um só capitulo, eu entendo que quando posta algo aqui não ira colocar um capitulo inteiro mas sim o micro-clímax de cada capitulo. é uma boa historia não tão triste como aparenta o titulo (obs: estou comparando a sua historia com historias que eu tenho abito de escrever (normalmente o protagonista morre no final)). e também recomendo que trabalhe a descrição da historia não só a narração( não precisa fazer uma descrição estilo Tolkien, só um pouco mais detalhista)Very Happy Very Happy

    pedido do Undbitr dem uma olhada na minha historia no 8 pagina do escritores etc e tal... depois postem algum comentário? Embarassed
    é lá que eu posto as minhas ideias, mas nunca o capitulo inteiro Razz Razz lol!
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por João Blodhren em Sex Jul 08, 2011 6:19 pm

    E outra, tente criar a imaginação pro nome dos capítulos, porque você os colocará no indice, e quanto melhor o nome do capitulo, mais atenção ele chamará, por exemplo, "um tempo depois", tente puxar o algo mais importante do capítulo, tipo "O Costume" e coloque como ele se acostumou com o lugar, como foi tratado e tal.

    PS: Isso é só uma dica minha, você não precisa segui-las. Very Happy
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sab Jul 09, 2011 3:42 pm

    Vlw gnt.!! O nome "um menino e uma triste história" é o nome do capítulo. Para um menininho de sete anos é triste perde os dois pais. e só o nome do capitulo
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Ter Jul 12, 2011 12:13 pm

    mmm mas ate que os capitulos aki tao bem menores que os q estao na pagina, os de la gastam pelomenos a quase um pagina...
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Undbitr em Qui Jul 14, 2011 6:45 pm

    Saphira-Gabi isso é normal, sempre que a gente cola alguma coisa aqui ela é encolhida, as letras diminuem e as linhas ficam bem juntas lol! (é desagradável)
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Seg Jul 25, 2011 7:07 pm

    È... Mas decide gazer algumas mudanças... Tavyn agora è tavin, o novo Mundo agora e o mestre das sombras, vou mudar a maneira de narrar(vou botar explicações indiretas no começo) e outras coisinhas... Se tiverem algumas dica , ache que seria util: minha dificuldade e o começo. O resto ja ta montado na minha cabeça. Wink


    ficou assim:

    Spoiler:

    Liastter 1

    O Mestre Das Sombras

    Lembranças de um passado

    Duncan Carsolny, um garoto de sete anos, magro, cabelos pretos e olhos marrons, olhava o pôr-do-sol pela janela de seu quarto. Uma lágrima escorria pela sua bochecha. As coisas, para ele, haviam mudado desde que seu pai havia morrido, há um dia. Primeiro, nem chegou a conhecer sua mãe nem se lembra muito de seu irmão (ambos desconhecidos pelo garoto porque seu pai não falava muito deles) e, agora, seu pai morrera. Por que isso? Porque comigo? Pensou desanimado enquanto outras lágrimas desciam pelo seu rosto magro. Seu pai era a única pessoa que o entendia. Era um homem bonito, alto, magro, cabelos marrons e olhos do mesmo tom que os do garoto. Faróis acenderam-se na recente escuridão.
    - Duncan? Eles chegaram. - Disse, por trás da porta a mãe de sua amiga, que concordara em passar a noite na casa. Duncan teria que ir morar com seus únicos parentes vivos conhecidos: seu avô Fernnon e seu primo Ralph.
    - E se eu não me acostumar? Se eu não gostar deles? Nunca os vi antes!
    - Você vai gostar deles. E vai ter alguém da sua idade para brincar e que já passou pelas mesmas coisas que você. - Ao ela ter dito isso, outras lágrimas desceram pelo rosto de Duncan.
    Depois de descer as escadas e levar as malas para o carro dourado com a ajuda da mãe de sua amiga, Duncan se despediu dela e entrou no banco de trás do carro. Ao seu lado sentava-se um menino de cabelos marrons escuros e olhos azuis. Na frente, sentava-se seu avô, que era um velho um pouco careca, mas onde tinha cabelo, eles eram brancos como a neve. Era alto, não era nem magro nem gordo e tinha olhos marrons como os de Duncan.
    - Está pronto? - Perguntou o velho.
    - Espero que sim. - Disse Duncan inseguro.
    - Não tenha medo. - Disse o garoto de olhos azuis. – Eu sou Ralph.
    - Sou Fernnon, seu avô. - Disse o velho.
    - É difícil não ter medo... - Disse Duncan tristemente.
    - Eu entendo o que sente. - Falou Ralph calmamente. Duncan forçou um sorriso e Ralph retribuiu-o.
    Duncan sabia que estava para enfrentar um novo mundo com novos desafios e alguma coisa lhe dizia que seria muito mais do que uma simples nova vida.

    Olhos amarelos

    Sete anos se passaram. Duncan estava sentado em sua cama olhando uma foto
    sua e de seu pai. Havia se acostumado facilmente com sua nova vida. Morava agora na mansão-fazenda de seu avô. Havia se aproximado de Ralph e ele era como um irmão para Duncan. Seu avô, por mais que estivesse sempre fechado na biblioteca, tinha sido como um pai para o garoto. Tinham também um cachorro da raça Collie, Viretod, que adotaram desde filhote há um ano.
    Também passou a conhecer a mansão melhor que ninguém. Descobrira, na floresta, uma clareira em que passava o tempo para pensar, relaxar e às vezes, descontar sua raiva chutando e socando uma velha árvore. Perto dela, havia um pequeno riacho que desaguava em um pequeno lago, também na mansão-fazenda. Havia construído uma casa de madeira - que estava cheia de plantas pois havia brotado - em outra árvore mais alta do que a outra, onde guardava muitas coisas, entre elas, uma espada de madeira construída por ele mesmo, uma jaqueta velha, a restos de um computador que Viretod havia estragado quando chegara na mansão.
    Decidiu ir para lá. Guardou a foto na caixa e a enfiou debaixo da cama. Ao chegar na floresta, seguiu por meia hora, mais ou menos, para chegar na clareira. Subiu pela escada e levou um susto ao chegar lá em cima que quase o fez cair da escada. Ralph olhava atentamente e um pouco incrédulo a obra de Duncan.
    - Ralph? Que faz aqui? - Perguntou Duncan surpreendendo Ralph, que limpava seus óculos na roupa, fazendo-o deixá-los cair.
    - Ah! Duncan! Foi... Foi você que fez isso??? Uau! Ah, vovô pediu para irmos ao supermercado para ele. Já te vi entrando algumas vezes na floresta e segui a trilha provavelmente feita por você e encontrei o local... Decidi ver. - Disse Ralph se enrolando nas palavras.
    - Ok, já vou. - Respondeu Duncan.
    Passos quebraram as folhas secas do outono no chão da clareira. Alguém se aproximava. Duncan espiou pela janela informe e viu que era o velho Leon, o mordomo. O velho sabe vir aqui? Pensou Duncan, pondo a palavra “velho” de uma maneira amistosa, pois Leon fora um grande amigo para o garoto.
    - Leon? Você sabe vir aqui? - Perguntou Ralph.
    - Vivo aqui a mais tempo que vocês e conheço mais a mansão do que vocês nunca poderiam imaginar. - Disse o velho divertindo-se com a surpresa dos garotos. Leon era velho, mas ou menos da idade de Fernnon, era alto, magro, cabelos cinza claros e olhos incrivelmente verdes. – Observei Duncan trabalhar na construção da casa na árvore.
    - Observou? _ Perguntou Duncan incrédulo.
    - Observei. -Disse o velho rindo. - Vi como você cortou a madeira sem ter que matar as árvores. Também vi o fracasso das primeiras escadas e das primeiras tábuas. Vi também o fracasso das primeiras espadas. Mas até que a última ficou bem realista...
    - Não precisa dizer tanto dos meus fracassos, precisa? - Disse Duncan ao mesmo tempo brincando e irritado. Os três riram. Um latido ecoou na mata e Viretod pulou de trás de uma árvore.
    - É festa aqui? Até Viretod foi convidado? - Disse Ralph sarcasticamente. Os três riram de novo (três porque Viretod não demonstrou entender).
    - Mudando de assunto, Ralph, vovô já te deu dinheiro?
    - Ah! É mesmo! Me esqueci do supermercado! Sim, já peguei o dinheiro. - Disse Ralph recolocando os óculos que haviam caído.

    Duncan, Ralph e as encomendas de Fernnon recém compradas aguardavam o metrô chegar na estação. Uma luz se ascendeu no fundo do túnel. O metrô estava chegando. O vento bagunçou os cabelos lisos de Duncan, tentando inutilmente derrubá-lo. O metrô passou a toda velocidade pelos garotos e parou com uma das portas bem em frente a eles. As portas se abriram e eles entraram.
    O metrô estava quase tão vazio quanto a estação. Só haviam algumas pessoas, entre elas, um velho adormecido, uma mulher de meia idade com jeito de apressada e um rapaz de uns dezoito anos, que pelo jeito, estava voltando para casa depois de comprar alguma coisa que estava em uma sacola.
    Duncan se sentou perto de uma janela enquanto Ralph sentava-se em frente a ele. O garoto encostou a cabeça na janela do metro e foi perdendo a noção de onde estava e o que ocorria ao seu redor.
    Estava perdido no escuro. Olhos amarelos brilhantes como faróis acenderam na escuridão. Eram grandes e possuíam pupilas em forma de fendas. Uma figura se materializava atrás deles. Algum animal, um quadrúpede, parecia-se um lobo...
    - Duncan? Acorde Duncan! Chegamos! - Duncan acordou quando sentiu um peteleco na orelha esquerda. Abriu os olhos e deu de cara com Ralph.
    - Não sabe me acordar sem dar um peteleco na minha orelha?! - Perguntou Duncan irritado.
    Mas outra coisa é que deixava o garoto irritado. Os olhos amarelos. O que será aquilo? De quem são os olhos amarelos?

    A sombra

    Os dois pegaram um taxi, Duncan ainda irritado com Ralph, evitou falar com ele. Ao chegarem, caminharam por uma meia hora até chegarem ao portão de ferro. Enquanto andavam pelos jardins uma corrente de vento carregada de folhas de outono bagunçou seus cabelos e sua jaqueta esvoaçou como uma capa. Duncan se dirigiu para sua casa na árvore e subiu para pegar sua espada. Uma vontade infantil e inexplicável de explorar a floresta se encheu dentro dele. Era uma floresta grande; por mais que a casa na árvore fosse bem profunda para dentro da floresta, Duncan sabia que ainda havia muita floresta para mais além.
    Pegou um cinto de couro e amarrou a espada nas costas. Pegou um saco que encheu de bolachas que deixava na casa e levou uma pequena lanterna velha que pertencera a seu pai e partiu para sua jornada.
    Andou por mais ou menos uma hora sem encontrar nada interessante até que encontrou uma cachoeira linda, hipnotizante. Devia ter uns três metros de altura. Embora não fosse muito alta, era maravilhosa. Podia ter trago minha vara de pescar. Preciso fazer um mapa que vai da casa na árvore até aqui. Ficou por ali por mais ou menos meia hora até decidir ir para a casa na árvore pegar papel, lápis e um facão, pois estava decidido a montar uma cabaninha por lá.
    Depois de andar por mais uma hora e pegar o que necessitava, Duncan decidiu que estava um pouco tarde para voltar lá hoje e decidiu separar tudo para voltar no dia seguinte. Pegou um de seus facões e um martelo e amarrou-os no cinto junto com a espada de madeira. Sabia que sua ideia de ir explorar a floresta era completamente infantil e sem sentido, mas era mais forte do que sua relutância em fazê-la.
    Sonhou com os olhos amarelos novamente. Dessa vez, chegou mais perto de ver a quem pertenciam, mas como tinha posto o despertador para acordá-lo às cinco horas da manhã, não terminou o sonho. Ficou com raiva consigo mesmo pois estava curioso para saber a quem pertenciam.
    Desceu para a cozinha e se surpreendeu ao ver Fernnon já acordado.
    - Ah, bom dia Duncan. O que o fez acordar tão cedo? -Disse o velho.
    - Descobri uma cachoeira na floresta. - Respondeu Duncan, não vendo necessidade de esconder a verdade. – E vou desenhar um mapa da minha casa da árvore até lá.
    - Você tem uma casa na árvore? - Perguntou Fernnon se mostrando um pouco impressionado.
    - Sim. Construí-a dois anos depois que cheguei.
    - E descobriu uma cachoeira? Acho que me lembro de uma cachoeira de uns dois metros e meio mais para o fundo da floresta.
    - É, deve ser ela. - Disse Duncan tomando um gole do leite.

    Duncan se encontrava caminhando pela trilha, com o cinto da espada e das facas preso nas costas, o papel e o lápis nas mãos, a lanterninha no bolso e o saco de bolachas presos na cintura. Avistou a cachoeira e se sentou em uma pedra, onde olhou em volta a procura de um lugar bom para construir uma cabaninha. Encontrou um perto de outra rocha. Foi lá para avaliá-lo. Era um lugar plano e com o chão coberto de folhas secas. O lugar media mais ou menos três metros quadrados e era adequado para os planos. Guardou o que sobrou do papel para desenhar a planta mais tarde. Gastou umas três horas para retirar todas as folhas secas e retirar o excesso de terra do local.
    Depois de descansar um pouco sentado em uma das pedras perto da área escolhida, o garoto pegou um dos facões e cortou um galho grosso – de mais ou menos dois metros de comprimento, porém finos - de um pinheiro e o fincou em uma das extremidades de onde seria a cabana. Fez isso mais três vezes até que, se ligasse uma a outra, formaria um quadrado. Decidiu descansar um pouco antes de continuar. Sentou-se em uma pedra encostada em outra maior. Duncan recostou a cabeça na outra pedra e adormeceu.
    - É, vejo que ainda não fez muita coisa por aqui, primo. - Duncan abriu os olhos. Deu de cara com Ralph. – Dormindo em serviço? - Disse o primo balançando a cabeça com um ar de brincadeira.
    - O que quer? - perguntou Duncan irritado.
    - Não precisa ser rude. – Disse Ralph se irritando. – Quer ajuda?
    - Seria bom. – Respondeu Duncan sorrindo.
    Os dois trabalharam por mais duas horas mais ou menos. Enquanto Duncan cortava mais galhos, Ralph ajeitava, cortava, retirava as folhas partes da casca dos galhos já fincados no chão. Quando Duncan se virou, viu que o primo havia transformado os galhos em toras de madeira, fazendo com que ficassem iguais aos da casa na árvore.
    - Ficou bom. – Disse Duncan enquanto carregava os outros seis galhos que havia cortado.
    - Está ficando escuro. Amanhã agente volta e adianta o serviço. Quanto tempo acha que vai levar para ficar pronto? – Perguntou Ralph distraidamente.
    - Um mês, mais ou menos.
    - É, mas por hoje está bom. Já são seis horas e acho que teremos que fazer fogo e colocar em uma tocha ou esperar vovô vir nos resgatar com alguma lanterna. Não dá nem para chegar na metade do caminho até sua cabana antes de escurecer totalmente. – Falou Ralph reparando preocupadamente na escuridão que os cercava.
    - Trouxe uma lanterna. – Duncan retirou o objeto do bolso e acendeu-o. Ofereceu uma bolacha para Ralph e saíram pela mata.
    Estavam na metade do caminho quando a lanterna se apagou de repente. Um vento soprou e os dois estavam perdidos na escuridão, apenas com a luz da lua para guiá-los. O vento soprou de novo. Uma lâmpada de medo se ascendeu dentro de Duncan e viu que Ralph sentiu o mesmo. Uma sombra, Duncan não sabia de quê, apareceu na frente deles. O garoto instintivamente pegou o cabo da sua espada de madeira. Aguardou. A sombra parecia ser de algum animal com asas, mas também parecia ser um quadrúpede. Pequenos brilhos verdes ficavam onde provavelmente seriam os olhos. No entanto não era a criatura de olhos amarelos. Os da sombra eram verdes e pequenos e não brilhavam tanto. Duncan, dominado pelo medo, atacou. Porém, antes de se aproximar da criatura, que estava a uns quatro metros de distancia dos dois, o bicho voou, fazendo uma rajada de vento que derrubou Duncan e Ralph. O rapaz se entregou ao medo e desmaiou.

    Rato-esquilo

    - Duncan? Você está bem? – Perguntou uma voz cansada do lado de fora.
    - Acho que sim, e você?
    - Aham. – Assentiu Ralph. – Também desmaiei, acordei faz dois minutos. – Sua expressão mudou subitamente. – O que era aquilo?
    - Sei lá. Sabe quantas horas são? - Disse Duncan se sentando. Notou que Ralph ascendera a lanterna.
    - Dez da noite. Vovô deve estar preocupado.
    Outra luz se ascendeu no meio das árvores. Duncan agarrou o cabo de sua espada por instinto. Leon e Fernnon irromperam pelas árvores.
    - O que houve?! Vocês estão bem? – Perguntou Fernnon.
    - Estamos. – Respondeu Ralph. Os dois garotos dispararam a contar o que aconteceu.
    - Deve ter sido ilusão. - Concluiu Leon.
    - NÃO FOI!!! – Berraram Duncan e Ralph.
    - Vão dormir e clareiem as ideias amanhã.
    Os garotos aceitaram relutantes depois de muita insistência dos dois velhos, porém ainda não completamente convencidos de que era ilusão. De manhã, Duncan foi procurar Ralph. Encontrou-o na biblioteca.
    - Ralph? Posso falar com você?
    - Pode. Deixa-me adivinhar... É sobre a sombra, né?
    - Bom, é. Você Teria coragem de ir até o local onde o bicho apareceu? Ver se achamos alguma coisa para convencê-los?
    - Claro. – A resposta de Ralph foi inesperada, mas alegrou Duncan.
    Os dois pararam na casa da árvore para pegarem a espada e os facões, que dessa vez foram nas mãos. Ao chegarem ao local onde viram a criatura, notaram que no chão tinham duas pegadas enormes capazes de fazer uma pessoa distraída tropeçar. Como eles não viram isso???
    - Aqueles velhos cegos!!! Olha só para ISSO!!! – Resmungou Ralph.
    - Não sei como não notaram, mas algo me diz que é bom manter isso em segredo. Vamos armar um plano. Um plano para que acreditem em nós.
    - Nós vamos terminar a sua cabana? – Perguntou Ralph.
    - Bom... Não sei se seria seguro. – Respondeu Duncan um pouco assustado com a pergunta.
    - Ah, vamos. Você tem sua espada de madeira e eu tenho os facões. Ou você está com medo de um bichinho?
    - Não, mas... Dessa vez voltaremos mais cedo.

    Duncan estava carregando os galhos enquanto Ralph dava forma à madeira. Fizeram um grande progresso dessa vez. Fizeram todo o contorno da cabana e uma parte do teto.
    - Esquecemos de cordas. Seriam úteis para o teto. – Lembrou Ralph.
    - Trazemos na próxima. Enquanto isso, podemos planejar a porta.
    E foi o que fizeram. Desenharam, com o lápis, uma portinha de um metro e quarenta, mais ou menos. Teremos que passar agachados, mas isso serve.
    Uma coisa em uma árvore próxima. Um bichinho, parecido com um esquilo, o observava de um galho. Mas não era um esquilo. Sua cabeça era mais baixa do que a de um esquilo e suas feições não eram tão parecidas. Seu rabo, embora tivesse pêlos, estes eram mais curtos, fazendo o rabo ficar mais fino. Exceto isso, o bichinho era do tamanho de um esquilo. Também tinha características próprias, como por exemplo, um pêlo extremamente dourado e olhos azuis brilhantes.
    - Ralph? Ralph, olhe aquilo! – Sussurrou Duncan. Ralph se virou e arregalou os olhos.
    - O que é aquilo?
    - Sei lá. É exótico.
    - Completamente. – O bichinho pulou para outra árvore e sumiu estranhamente de vista.
    - Isso está cada vez mais estranho. Primeiro aquela coisa. Agora, isso. – Comentou Duncan. Ralph assentiu com a cabeça.
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sab Ago 13, 2011 10:51 am

    mudei um pouco mais... o que acham do começo agora?


    Spoiler:

    Liastter 1

    O Cavaleiro Assombrado

    Lembranças de um passado

    Duncan Carsolny, um garoto de sete anos, magro, cabelos pretos e olhos marrons, olhava o pôr-do-sol pela janela de seu quarto. Uma lágrima escorria pela sua bochecha. As coisas, para ele, haviam mudado desde que seu pai havia morrido, há um dia. Primeiro, nem chegou a conhecer sua mãe nem se lembra muito de seu irmão (ambos desconhecidos pelo garoto porque seu pai não falava muito deles) e, agora, seu pai morrera. Por que isso? Porque comigo?Pensou desanimado enquanto outras lágrimas desciam pelo seu rosto magro. Seu pai era a única pessoa que o entendia. Era um homem bonito, alto, magro, cabelos marrons e olhos do mesmo tom que os do garoto. Faróis acenderam-se na recente escuridão.
    - Duncan? Eles chegaram. - Disse, por trás da porta a mãe de sua amiga, que concordara em passar a noite na casa. Duncan teria que ir morar com seus únicos parentes vivos conhecidos: seu avô Fernnon e seu primo Ralph.
    - E se eu não me acostumar? Se eu não gostar deles? Nunca os vi antes!
    - Você vai gostar deles. E vai ter alguém da sua idade para brincar e que já passou pelas mesmas coisas que você. - Ao ela ter dito isso, outras lágrimas desceram pelo rosto de Duncan.
    Depois de descer as escadas e levar as malas para o carro dourado com a ajuda da mãe de sua amiga, Duncan se despediu dela e entrou no banco de trás do carro. Ao seu lado sentava-se um menino de cabelos marrons escuros e olhos azuis. Na frente, sentava-se seu avô, que era um velho um pouco careca, mas onde tinha cabelo, eles eram brancos como a neve. Era alto, não era nem magro nem gordo e tinha olhos marrons como os de Duncan.
    - Está pronto? - Perguntou o velho.
    - Espero que sim. - Disse Duncan inseguro.
    - Não tenha medo. - Disse o garoto de olhos azuis. – Eu sou Ralph.
    - Sou Fernnon, seu avô. - Disse o velho.
    - É difícil não ter medo... - Disse Duncan tristemente.
    - Eu entendo o que sente. - Falou Ralph calmamente. Duncan forçou um sorriso e Ralph retribuiu-o.
    Duncan sabia que estava para enfrentar um novo mundo com novos desafios e alguma coisa lhe dizia que seria muito mais do que uma simples nova vida.

    Olhos amarelos

    Sete anos se passaram. Duncan estava sentado em sua cama olhando uma foto
    sua e de seu pai. Havia se acostumado facilmente com sua nova vida. Morava agora na mansão-fazenda de seu avô. Tinha terminado seus estudos com um tutor, e, embora por isso tenha ficado um pouco fechado, ainda conseguia fazer amigos quando saía, pois Fernnon deixava-o sair quando quisesse e também costumava pedir para que ele ou Ralph fossem ao supermercado para ele. Havia se aproximado de Ralph e ele era como um irmão para Duncan. Seu avô, por mais que estivesse sempre fechado na biblioteca, tinha sido como um pai para o garoto. Tinham também um cachorro da raça Collie, Viretod, que adotaram desde filhote há um ano.
    Também passou a conhecer a mansão melhor que ninguém. Descobrira, na floresta, uma clareira em que passava o tempo para pensar, relaxar e às vezes, descontar sua raiva chutando e socando uma velha árvore. Perto dela, havia um pequeno riacho que desaguava em um pequeno lago, também na mansão-fazenda. Havia construído uma casa de madeira - que estava cheia de plantas pois havia brotado - em outra árvore mais alta do que a outra, onde guardava muitas coisas, entre elas, uma espada de madeira construída por ele mesmo, uma jaqueta velha, a restos de um computador que Viretod havia estragado quando chegara na mansão.
    Decidiu ir para lá. Guardou a foto na caixa e a enfiou debaixo da cama. Ao chegar na floresta, seguiu por meia hora, mais ou menos, para chegar na clareira. Subiu pela escada feita a pregos e madeira na árvore e levou um susto ao chegar lá em cima que quase o fez cair da escada. Ralph olhava atentamente e um pouco incrédulo a obra de Duncan.
    - Ralph? Que faz aqui? - Perguntou Duncan surpreendendo Ralph, que limpava seus óculos na roupa, fazendo-o deixá-los cair.
    - Ah! Duncan! Foi... Foi você que fez isso??? Uau! Ah, vovô pediu para irmos ao supermercado para ele. Já te vi entrando algumas vezes na floresta e segui a trilha provavelmente feita por você e encontrei o local... Decidi ver. - Disse Ralph se enrolando nas palavras.
    - Ok, já vou. - Respondeu Duncan.
    Passos quebraram as folhas secas do outono no chão da clareira. Alguém se aproximava. Duncan espiou pela janela informe e viu que era o velho Leon, o mordomo. O velho sabe vir aqui? Pensou Duncan, pondo a palavra “velho” de uma maneira amistosa, pois Leon fora um grande amigo para o garoto.
    - Leon? Você sabe vir aqui? - Perguntou Ralph.
    - Vivo aqui a mais tempo que vocês e conheço mais a mansão do que vocês nunca poderiam imaginar. - Disse o velho divertindo-se com a surpresa dos garotos. Leon era velho, mas ou menos da idade de Fernnon, era alto, magro, cabelos cinza claros e olhos incrivelmente verdes. – Observei Duncan trabalhar na construção da casa na árvore.
    - Observou? _ Perguntou Duncan incrédulo.
    - Observei. -Disse o velho rindo. - Vi como você cortou a madeira sem ter que matar as árvores. Também vi o fracasso das primeiras escadas e das primeiras tábuas. Vi também o fracasso das primeiras espadas. Mas até que a última ficou bem realista...
    - Não precisa dizer tanto dos meus fracassos, precisa? - Disse Duncan ao mesmo tempo brincando e irritado. Os três riram. Um latido ecoou na mata e Viretod pulou de trás de uma árvore.
    - É festa aqui? Até Viretod foi convidado? - Disse Ralph sarcasticamente. Os três riram de novo (três porque Viretod não demonstrou entender).
    - Mudando de assunto, Ralph, vovô já te deu dinheiro?
    - Ah! É mesmo! Me esqueci do supermercado! Sim, já peguei o dinheiro. - Disse Ralph recolocando os óculos que haviam caído.

    Duncan, Ralph e as encomendas de Fernnon recém compradas aguardavam o metrô chegar na estação. Uma luz se ascendeu no fundo do túnel. O metrô estava chegando. O vento bagunçou os cabelos lisos de Duncan, tentando inutilmente derrubá-lo. O metrô passou a toda velocidade pelos garotos e parou com uma das portas bem em frente a eles. As portas se abriram e eles entraram.
    O metrô estava quase tão vazio quanto a estação. Só haviam algumas pessoas, entre elas, um velho adormecido, uma mulher de meia idade com jeito de apressada e um rapaz de uns dezoito anos, que pelo jeito, estava voltando para casa depois de comprar alguma coisa que estava em uma sacola.
    Duncan se sentou perto de uma janela enquanto Ralph sentava-se em frente a ele. O garoto encostou a cabeça na janela do metro e foi perdendo a noção de onde estava e o que ocorria ao seu redor.
    Estava perdido no escuro. Olhos amarelos brilhantes como faróis acenderam na escuridão. Eram grandes e possuíam pupilas em forma de fendas. Uma figura se materializava atrás deles. Algum animal, um quadrúpede, parecia-se um lobo...
    - Duncan? Acorde Duncan! Chegamos! - Duncan acordou quando sentiu um peteleco na orelha esquerda. Abriu os olhos e deu de cara com Ralph.
    - Não sabe me acordar sem dar um peteleco na minha orelha?! - Perguntou Duncan irritado.
    Mas outra coisa é que deixava o garoto irritado. Os olhos amarelos. O que será aquilo? De quem são os olhos amarelos?

    A sombra

    Os dois pegaram um taxi, Duncan ainda irritado com Ralph, evitou falar com ele. Ao chegarem, caminharam por uma meia hora até chegarem ao portão de ferro. Enquanto andavam pelos jardins uma corrente de vento carregada de folhas de outono bagunçou seus cabelos e sua jaqueta esvoaçou como uma capa. Duncan se dirigiu para sua casa na árvore e subiu para pegar sua espada. Uma vontade infantil e inexplicável de explorar a floresta se encheu dentro dele. Era uma floresta grande; por mais que a casa na árvore fosse bem profunda para dentro da floresta, Duncan sabia que ainda havia muita floresta para mais além.
    Pegou um cinto de couro e amarrou a espada nas costas. Pegou um saco que encheu de bolachas que deixava na casa e levou uma pequena lanterna velha que pertencera a seu pai e partiu para sua jornada.
    Andou por mais ou menos uma hora sem encontrar nada interessante até que encontrou uma cachoeira linda, hipnotizante. Devia ter uns três metros de altura. Embora não fosse muito alta, era maravilhosa. Podia ter trago minha vara de pescar. Preciso fazer um mapa que vai da casa na árvore até aqui. Ficou por ali por mais ou menos meia hora até decidir ir para a casa na árvore pegar papel, lápis e um facão, pois estava decidido a montar uma cabaninha por lá.
    Depois de andar por mais uma hora e pegar o que precisava, Duncan decidiu que estava um pouco tarde para voltar lá hoje e decidiu separar tudo para voltar no dia seguinte. Pegou um de seus facões e um martelo e amarrou-os no cinto junto com a espada de madeira. Sabia que sua ideia de ir explorar a floresta era completamente infantil e sem sentido, mas era mais forte do que sua relutância em fazê-la.
    Sonhou com os olhos amarelos novamente. Dessa vez, chegou mais perto de ver a quem pertenciam, mas como tinha posto o despertador para acordá-lo às cinco horas da manhã, não terminou o sonho. Ficou com raiva consigo mesmo pois estava curioso para saber a quem pertenciam.
    Desceu para a cozinha e se surpreendeu ao ver Fernnon já acordado.
    - Ah, bom dia Duncan. O que o fez acordar tão cedo? -Disse o velho.
    - Descobri uma cachoeira na floresta. - Respondeu Duncan, não vendo necessidade de esconder a verdade. – E vou desenhar um mapa da minha casa da árvore até lá.
    - Você tem uma casa na árvore? - Perguntou Fernnon se mostrando um pouco impressionado.
    - Sim. Construí-a dois anos depois que cheguei.
    - E descobriu uma cachoeira? Acho que me lembro de uma cachoeira de uns dois metros e meio mais para o fundo da floresta.
    - É, deve ser ela. - Disse Duncan tomando um gole do leite.

    Duncan se encontrava caminhando pela trilha, com o cinto da espada e das facas preso nas costas, o papel e o lápis nas mãos, a lanterninha no bolso e o saco de bolachas presos na cintura. Avistou a cachoeira e se sentou em uma pedra, onde olhou em volta a procura de um lugar bom para construir uma cabaninha. Encontrou um perto de outra rocha. Foi lá para avaliá-lo. Era um lugar plano e com o chão coberto de folhas secas. O lugar media mais ou menos três metros quadrados e era adequado para os planos. Guardou o que sobrou do papel para desenhar a planta mais tarde. Gastou umas três horas para retirar todas as folhas secas e retirar o excesso de terra do local.
    Depois de descansar um pouco sentado em uma das pedras perto da área escolhida, o garoto pegou um dos facões e cortou um galho grosso – de mais ou menos dois metros de comprimento, porém finos - de um pinheiro e o fincou em uma das extremidades de onde seria a cabana. Fez isso mais três vezes até que, se ligasse uma a outra, formaria um quadrado. Decidiu descansar um pouco antes de continuar. Sentou-se em uma pedra encostada em outra maior. Duncan recostou a cabeça na outra pedra e adormeceu.
    - É, vejo que ainda não fez muita coisa por aqui, primo. - Duncan abriu os olhos. Deu de cara com Ralph. – Dormindo em serviço? - Disse o primo balançando a cabeça com um ar de brincadeira.
    - O que quer? - perguntou Duncan irritado.
    - Não precisa ser rude. – Disse Ralph se irritando. – Quer ajuda?
    - Seria bom. – Respondeu Duncan sorrindo.
    Os dois trabalharam por mais duas horas mais ou menos. Enquanto Duncan cortava mais galhos, Ralph ajeitava, cortava, retirava as folhas partes da casca dos galhos já fincados no chão. Quando Duncan se virou, viu que o primo havia transformado os galhos em toras de madeira, fazendo com que ficassem iguais aos da casa na árvore.
    - Ficou bom. – Disse Duncan enquanto carregava os outros seis galhos que havia cortado.
    - Está ficando escuro. Amanhã agente volta e adianta o serviço. Quanto tempo acha que vai levar para ficar pronto? – Perguntou Ralph distraidamente.
    - Um mês, mais ou menos.
    - É, mas por hoje está bom. Já são seis horas e acho que teremos que fazer fogo e colocar em uma tocha ou esperar vovô vir nos resgatar com alguma lanterna. Não dá nem para chegar na metade do caminho até sua cabana antes de escurecer totalmente. – Falou Ralph reparando preocupadamente na escuridão que os cercava.
    - Trouxe uma lanterna. – Duncan retirou o objeto do bolso e acendeu-o. Ofereceu uma bolacha para Ralph e saíram pela mata.
    Estavam na metade do caminho quando a lanterna se apagou de repente. Um vento soprou e os dois estavam perdidos na escuridão, apenas com a luz da lua para guiá-los. O vento soprou de novo. Uma lâmpada de medo se ascendeu dentro de Duncan e viu que Ralph sentiu o mesmo. Uma sombra, Duncan não sabia de quê, apareceu na frente deles. O garoto instintivamente pegou o cabo da sua espada de madeira. Aguardou. A sombra parecia ser de algum animal com asas, mas também parecia ser um quadrúpede. Pequenos brilhos verdes ficavam onde provavelmente seriam os olhos. No entanto não era a criatura de olhos amarelos. Os da sombra eram verdes e pequenos e não brilhavam tanto. Duncan, dominado pelo medo, atacou. Porém, antes de se aproximar da criatura, que estava a uns quatro metros de distancia dos dois, o bicho voou, fazendo uma rajada de vento que derrubou Duncan e Ralph. O rapaz se entregou ao medo e desmaiou.

    Rato-esquilo

    - Duncan? Você está bem? – Perguntou uma voz cansada do lado de fora.
    - Acho que sim, e você?
    - Aham. – Assentiu Ralph. – Também desmaiei, acordei faz dois minutos. – Sua expressão mudou subitamente. – O que era aquilo?
    - Sei lá. Sabe quantas horas são? - Disse Duncan se sentando. Notou que Ralph ascendera a lanterna.
    - Dez da noite. Vovô deve estar preocupado.
    Outra luz se ascendeu no meio das árvores. Duncan agarrou o cabo de sua espada por instinto. Leon e Fernnon irromperam pelas árvores.
    - O que houve?! Vocês estão bem? – Perguntou Fernnon.
    - Estamos. – Respondeu Ralph. Os dois garotos dispararam a contar o que aconteceu.
    - Deve ter sido ilusão. - Concluiu Leon.
    - NÃO FOI!!! – Berraram Duncan e Ralph.
    - Vão dormir e clareiem as ideias amanhã.
    Os garotos aceitaram relutantes depois de muita insistência dos dois velhos, porém ainda não completamente convencidos de que era ilusão. De manhã, Duncan foi procurar Ralph. Encontrou-o na biblioteca.
    - Ralph? Posso falar com você?
    - Pode. Deixa-me adivinhar... É sobre a sombra, né?
    - Bom, é. Você Teria coragem de ir até o local onde o bicho apareceu? Ver se achamos alguma coisa para convencê-los?
    - Claro. – A resposta de Ralph foi inesperada, mas alegrou Duncan.
    Os dois pararam na casa da árvore para dava forma à madeira. Fizeram um grande progresso dessa vez. Fizeram todo o contorno da cabana e uma parte do teto.
    - Esquecemos de cordas. Seriam úteis para o teto. – Lembrou Ralph.
    - Trazemos na próxima. Enquanto isso, podemos planejar a porta.
    E foi o que fizeram. Desenharam, com o lápis, uma portinha de um metro e quarenta, mais ou menos. Teremos que passar agachados, mas isso serve.
    No dia seguinte, levaram cordas e mais pregos. Terminaram o teto e fizeram a porta.
    - Está quase pronta. Só falta o acabamento interno. – Disse Ralph pondo as mãos na cintura e observando o trabalho.
    - Com essa coisa vagando por aí, acho que vai ser mais seguro colocar uma porta de verdade, não só um buraco, como se fosse uma caverna. E também vou cercar.
    - Se cercar, como você vai entrar?
    - Vou colocar uma escada. Uma escada feita de corda. Ah, a cerca acho que pode ajudar.
    - É... Acho bom você transformar a escada na casa da árvore em escada de corda também. E colocar uma porta lá.
    - Tem razão. Mas será só por impressão. Não acho que madeira irá segurar aquele bicho.
    No dia seguinte trabalharam na porta e começaram o acabamento interno, porém não conseguiram prender a porta na entradinha. Decidiram, ao invés de botar janelas, fazer pequenos buraquinhos na madeira apenas para entrar o ar.
    Dois dias depois, após terem terminado o acabamento interno, conseguiram um bom jeito de prender a porta: fizeram buracos na madeira da porta e na parede e enfiaram a corda neles. Embora a porta agarrasse um pouco para abrir, serviria bem. Fizeram o mesmo na porta da casa na árvore. No mesmo dia, começaram a cerca em volta da casa.
    Uma coisa em uma árvore próxima. Um bichinho, parecido com um esquilo, observava Duncan de um galho. Mas não era um esquilo. Sua cabeça era mais baixa do que a de um esquilo e suas feições não eram tão parecidas. Seu rabo, embora tivesse pêlos, estes eram mais curtos, fazendo o rabo ficar mais fino. Exceto isso, o bichinho era do tamanho de um esquilo. Também tinha características próprias, como por exemplo, um pêlo extremamente dourado e olhos azuis brilhantes.
    - Ralph? Ralph, olhe aquilo! – Sussurrou Duncan. Ralph se virou e arregalou os olhos.
    - O que é aquilo?
    - Sei lá. É exótico.
    - Completamente. – O bichinho pulou para outra árvore e sumiu estranhamente de vista.
    - Isso está cada vez mais estranho. Primeiro aquela coisa. Agora, isso. – Comentou Duncan. Ralph assentiu com a cabeça.

    Tempestade

    Duncan estava sentado em sua cadeira em seu quarto, lia um livro que pegara na biblioteca da mansão. Uma tempestade caía lá fora. Relâmpagos cortavam os céus e trovões quebravam a barreira do som. A água caía como uma cachoeira.
    Mais um raio caiu. A luz da mansão acabou de repente, provocando um susto em Duncan. Este fechou o livro e tateou a procura de sua lanterna. Encontrou-a cinco minutos depois. Abriu a porta e saiu atrás de Fernnon. Encontrou-o no corredor principal do quinto andar meia hora depois (a mansão parecia um castelo, era fácil se perder lá dentro).
    - Pensei que tivesse um gerador dentro da mansão. Você disse que ia colocar um depois da última vez que a luz apagou depois de uma tempestade. – Disse Duncan.
    - Nunca vi real necessidade de um. Mas acho que você em razão.
    Resolvido o assunto que queria falar com Fernnon, Duncan saiu sem nada para fazer. Decidiu fazer um passatempo de Ralph: andar pela mansão para todo lado. O primo conhecia muito bem todos os corredores da mansão. Começou pelo terceiro andar. Depois de subir a escada de granito, andou reto por uns vinte metros. Depois virou à esquerda. Andou mais uns dez metros até encontrar uma porta entreaberta. Entrou e viu Ralph sentado em uma cadeira de salgueiro com um livro nas mãos e uma lanterna em forma de lampião antiga que o ele tinha conseguido de um amigo da cidade em uma aposta.
    - Duncan? – Disse Ralph assustado em ver o primo. – Que faz por aqui?
    - Decidi fazer o que você faz: andar por aí. Até que é legal. Bom, estava andando e vi a porta entreaberta. A mansão parece um castelo-labirinto.
    - Já acostumei com esses labirintos... Argh!!! – Berrou o primo quando um relâmpago iluminou o aposento e logo depois um enorme estrondo quebrou a barreira do som.
    - Você tem medo de raios? – perguntou Duncan rindo da cara assustado do primo.
    - Não! É que... Eles me assustam, fazem barulho... – protestou Ralph.
    - Tudo bem...
    - É sério!!!
    Outro raio iluminou a mansão enquanto Duncan tentava voltar para seu quarto. Quando conseguiu foi direto para a janela olhar a chuva. Isso era um dos passatempos favoritos de Duncan. Encostou a cabeça na parede e adormeceu.
    Estava lá fora na tempestade. Encharcado, com frio e medo, pois não entendia o que estava fazendo lá. Uma sombra se aproximava. Estava escuro, só sabia que tinha alguma coisa vinha em sua direção porque dois olhos amarelos brilhantes e grandes iluminavam como faróis. Era alguma forma grande, parecida com um lobo enorme. Ele se aproximava lentamente, Duncan estava quase vendo como realmente era a criatura de olhos amarelos...
    Um clarão iluminou o quarto e acordou Duncan. A raiva se apossou do garoto. Eu quase vi o que era a criatura!!! Furioso pela curiosidade, Duncan saiu do quarto chutando o tapete e desceu até o primeiro andar. Pegou uma capa de chuva e abriu abruptamente a porta. Foi até onde, mais ou menos, havia visto a criatura. Não tinha nada lá. O garoto bufou de raiva, chutou uma pedra e voltou para seu quarto. Ao chegar lá e olhar pelo relógio se assustou ao ver que eram três da tarde. Estava tão escuro por causa da chuva que perecia de noite.
    Duncan subiu para o quinto andar e fez o que Fernnon fazia para relaxar: entrava em um cômodo vazio e ficava olhando para o nada. Duncan entrou em um quarto a direita e sentou-se em uma cadeira igual à que Ralph estava da última vez em que o viu, lendo um livro no terceiro andar.
    Não funcionou. Depois de meia hora olhando para o nada, Duncan estava mais frustrado do que antes. Desceu para seu quarto e se sentou na cama. Não sabia medir a frustração que sentia por não ter visto a criatura de olhos amarelos. Chutou o chão. Pegou um papel e um lápis e desenhou o que já tinha visto de Olhos Amarelos até agora. Eram dois faróis amarelos e uma sombra atrás, um lobo ou um cachorro. Rabiscou todo o papel, amassou-o e jogou-o no chão. Sentou-se no peitoril da janela e olhou para o infinito lá de fora. O céu cinza se erguia atrás da floresta e mais além ainda. Levantou-se e desceu para o primeiro andar.
    Enquanto pisava no antepenúltimo degrau, a luz voltou de repente, fazendo Duncan cair da escada. Levantou praguejando e chutou o último degrau rugindo e depois sentou-se nele. Porque tudo está dando errado para mim hoje? Pensou desanimado.
    Depois de se sentar em um sofá na sala de entrada e sem nada decidido a fazer, Duncan deitou-se e ficou olhando para a lâmpada. O mundo do garoto estava cada vez mais confuso para. Para Duncan, o mundo não era mais do que um confronto constante, e, a cada dia seu medo dele aumentava cada vez mais dentro de Duncan.
    Levantou-se de súbito quando ouviu passos descendo a escada. Fernnon descia calmamente a escada. Olhou para Duncan como se esperasse que ele estivesse ali.
    - A luz voltou. – Disse o avô calmamente. Seus olhos marrons escuros encontraram os olhos marrons brilhantes de Duncan.
    - É, voltou sim. – Disse Duncan se lembrando da queda da escada de quando a luz ascendera.
    Fernnon continuou descendo as escadas e mirou para a cozinha. Duncan subiu para seu quarto de novo. Sentou-se em uma cadeira e começou a desenhar, para passar o tempo.
    O barulho do lápis riscando o papel foi a única coisa que ele ouviu durante mais de meia hora. Até que ele começou a ouvir um barulho vindo de fora. Alguma coisa parecida com o bater de asas. Levantou-se subitamente, embora estivesse com medo. O que mais pode vir? Relutou em ir e não ir ver o que era por mais de três minutos, até que decidiu ir. Virou-se.
    - Ah!!! – O grito escapou inevitavelmente enquanto Duncan via a criatura de olhos verdes, que tinha assustado ele e Ralph na floresta, se afastando pela imensidão cinza.

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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Undbitr em Dom Ago 14, 2011 2:11 pm

    agora tem mais personagens, mas o Duncan? ainda é o principal?
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Dom Ago 14, 2011 6:50 pm

    sim, é ele. porque é ele que vai viver as maiores aventuras, embora o Ralph também tenha visto a criatura de olhos verdes(acho que respondi, se nao for é so falar)
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Qui Set 01, 2011 6:41 pm

    mudei. pela milésima vez mudei. agora já não é mais na atualidade. Passou a ser na época de Eragon,mais ou menos. Duncan agora é Terolm. Ralph é Faron. e muitas outras mudanças.
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sab Set 17, 2011 3:20 pm

    ficou assim meu começo :

    Spoiler:
    Liastter 1

    O Cavaleiro Assombrado

    A sombra

    Era uma noite de inverno. A neve no chão era afundada pela corrida de um garoto de quatorze anos, Terolm, que carregava amarrada à cintura uma espada de madeira reforçada com ferro que ele mesmo fizera e nas mãos, levava um amuleto e um cajado. Sua capa esvoaçava enquanto ia tão veloz quanto um cão. Percebeu que algumas pessoas acordaram com sua chegada à cidade de Lagan.
    Depois de atravessar uma praça, virou à esquerda e adentrou os portões de ferro de uma mansão. Correu até uma porta de salgueiro, onde tentou entrar. Está trancada. Fernnon deve tê-la trancado. Enfiou a mão no bolso e procurou pelas chaves de aço. Adentrou a porta.
    - Terolm! Que bom que voltou. Conseguiu? – Perguntou a voz de seu primo, Faron, descendo as escadas de ferro.
    - Consegui – disse Terolm jogando-lhe o medalhão. – Fernnon está a-cordado? – Morava com o avô e o primo desde que seu pai morrera, há sete anos. Sua mãe morreu quando ele nasceu.
    - Não sei – respondeu Faron dando de ombros. – Mas acho que você acordou ele.
    - Sim, me acordou. – Disse uma voz grossa vindo da escada. De lá descia um velho, com olhos verdes e brilhantes, cabelos brancos como a neve, nem magro nem gordo, razoavelmente alto. – Conseguiu, como vejo, e como vejo, está in-teiro.
    - Estou. Mas não foi fácil. Estava bem guardado. – Respondeu Terolm.
    - E o principezinho mago? – Perguntou Faron com um ar de crítica. O príncipe de Lagan, Cadran, havia acompanhado Terolm na busca do medalhão. Ele e Faron não se davam muito bem.
    - Está pior que eu, mas está bem.
    - Vejo que o amuleto é bem poderoso – falou Fernnon girando o objeto entre os dedos.
    - Sim, é. Agora, se não se importam, a viagem foi cansativa e... – Começou Terolm.
    - Não diga mais nada. Boa noite. – Cortou-o Fernnon.

    Na manhã do dia seguinte, Faron e Fernnon se preocuparam principalmente em questionar Terolm em cada detalhe da busca pelo amuleto.
    - Se quisermos derrotar esse maldito Monstro das Sombras, vamos precisar de muitas coisas – dizia Fernnon.
    O “Monstro das Sombras” era primo do rei de Lagan, e, se fosse para olhar pela questão de nascença, era o verdadeiro herdeiro do trono. Porém, como era um assassino, não pôde assumir o tão querido trono, e por isso enlouqueceu. Tentou conquistar vários reinos, fracassando por pouco, e tentava acima de tudo, atacar Lagan. Porém, o assassino louco tinha adquirido os poderes de um feiticeiro e por isso era tão poderoso. E por isso, o príncipe, que também tinha as habilidades de um mago, fora junto com Terolm caçar mais um dos amuletos.
    - Já falei demais do meu passeio – disse Terolm cortando as perguntas deles. – O que houve com Lagan e a região enquanto estive fora?
    - Então você não sabe dos vampiros? – Perguntou Faron.
    - Vampiros!!! – Exclamou Terolm. – Céus! Então quer dizer que eles saíram da toca?! Como foi isso?
    - Algumas pessoas dizem ter visto vampiros por aqui. – Disse Fernnon.
    - Mas podem ter confundido eles com esses loucos que perambulam por aí.
    - Estavam na forma “morcego – elfo“. Não tem como confundir. – Comentou Fernnon como se cada palavra doesse ao ser dita.
    - Então temos que tomar cuidado. Os vampiros não são livres de ambições e se Monstro das Sombras tiver pagado eles bem... Podem causar um grande estrago. – Deduziu Terolm. Fernnon concordou com a cabeça.
    - Eu até pensei em sair à procura desses vampiros para caçá-los. – Disse Faron. – Mas vovô não deixou. – Completou ele olhando para Fernnon.
    - Eu não ia deixar você sair por aí sozinho. Você não é tão experiente quanto seu primo. – Advertiu Fernnon.
    - Mas agora que estou aqui podemos caçá-los. – Disse Terolm para surpresa de todos.
    - Não, você pode ser experiente, mas não deve sair procurando encrenca sempre que tem tempo. Seu pai pode ter sido um grande guerreiro, e pode tê-lo ensinado a ser um também, mas não é por isso que você deve ser um caçador de confusão. – Reprendeu-o Fernnon. O que Fernnon afirmara fazia sentido. Embora tenha vivido apenas seus sete primeiros anos de vida com seu pai aprendera a se defender, lutar e usar feitiços simples, mas não era por isso que devia se meter em encrencas de propósito.
    - Ora, vampiros não são tão perigosos quanto perecem. Basta levar uma lanterna à noite e os problemas acabaram. – Defendeu-se Terolm, embora o fizera apenas para não ficar sem graça.
    Depois do café da manhã, subiu para seu quarto, onde sentou-se na sua cama e começou a limpar e a afiar a lâmina de sua espada, embora fosse de madeira. Ouviu-se uma batida leve na porta.
    - Entre – falou Terolm.
    - Se você quiser me acompanhar na caça aos vampiros, primo, será bem vindo. – Disse o sussurro que vinha da porta entreaberta. Estava claro que era Faron.
    - Você tem alguma dúvida de que quero? Entre.
    - Não, não tenho, mas temos que bolar um plano para que vovô não note nada.
    - Saímos hoje à noite, bem tarde e em silêncio.
    - Não quero nem saber o que acontecerá conosco se o plano falhar...
    - Simples: Fernnon nos dará uma boa surra e nos acorrentará nos porões. Se ele descobrir que fomos atrás dos vampiros, a parte omitida será as correntes. Respondi?
    - Sim. – Disse o primo, divertido com o humor de Terolm.

    A maior parte do dia foi passada por eles desenhando esquemas e discutindo onde deviam ir para procurar os vampiros.
    Quando a noite chegou, ambos fingiram ir dormir. Para evitar que realmente dormissem, ficaram rabiscando mapas e lendo livros. E a noite foi passando. E a hora chegando. Quando Fernnon provavelmente já pegara no sono, Terolm amarrou sua espada às costas e colocou suas botas de couro. Amarrou panos e pedaços de couro em volta de algumas partes do corpo, para evitar que os vampiros o mordessem e colocou um capacete de batalha já forrado. Abriu silenciosamente a porta e seguiu para o quarto de Faron, cuja porta estava entreaberta e, lá dentro, estava um Faron armado com seu arco e flecha feito à mão.
    - Pronto? – Sussurrou Terolm.
    - E você? – Disse com um sorriso afirmando que estava.
    - Vamos levar aquele seu lampião?
    - Ele já está comigo, amarrado em meu cinto, às minhas costas. Vamos?
    Ambos seguiram pela porta tomando cuidado para serem mais silenciosos possíveis. Abriram devagar e saíram para os jardins, se enfiando em algumas moitas sempre que possível. Ao invés de abrirem os portões, subiram pelas pedras do muro.
    A primeira parte do plano estava concluída. Depois seguiram para a floresta que cercava a cidade de Lagan, o que não ficava muito longe, já que a mansão ficava em um dos cantos de Lagan.
    Adentraram a mata conforme o combinado e seguiram por mais ou menos meia hora até alcançarem uma cachoeira. Embora fosse inverno, a água não congelara, mas não se atreveriam a mergulhar lá. Depois, seguiram por uma trilha natural que terminava em uma clareira. Terolm foi na frente.
    - Pare. – Sussurrou Terolm quando estavam à mais ou menos vinte metros da clareira. Lá, onde seus olhos enxergavam, estava um vampiro.
    Por instinto, Terolm desembaiou sua espada e sentiu Faron erguer seu arco e preparar uma flecha. Ambos andaram sorrateiros pelo máximo que podiam, mas dez metros depois o vampiro notou sua presença. Estava na forma de um ser peludo, escuro e grande, com dentes caninos de mais de dez centímetros de comprimento. Ele carregava uma carne impossível de ser identificada devido ao seu estrago, por mais que não estivesse comida. Um ruído atrás do vampiro, que usava roupas surradas e rasgadas, revelou a presença do outro vampiro que Faron havia falado.
    Vamos acabar com dois de uma vez, pensou feliz, e vamos talvez salvar muitas pessoas com isso. Acrescentou ao perceber que pensou como um assassino.
    Atrás dele Faron ergueu o arco, mirou e soltou a flecha na direção de uma das criaturas. O bicho caiu, mas não parecia morto, pois ainda se mexia.
    Terolm correu na direção deles brandindo sua espada e acertou o outro vampiro no braço esquerdo. O bicho urrou de dor ao ver o sangue brilhante escorrendo do corte profundo. Seus olhos laranja vivos penetrantes en-contraram os de Terolm enquanto este preparava-se para acertar a perna da criatura. Foi surprendido por um golpe no seu queixo que o fez desviar o golpe e acertar uma árvore. Olhou de relance para onde Faron estava e viu que seu primo havia dado uma flechada na perna e outra nas costas do vampiro. A criatura estava na forma “elfo – morcego”, ou seja, um elfo um pouco mais modificado que o normal.
    Depois que voltou sua atenção para o com que estava lutando, viu que era fêmea, e que estava na forma “elfo – morcego” também. Sua beleza élfica o encantava. Se não fosse pela pele mais clara e pelos olhos cruéis, ela seria igual a uma elfa.
    Ao olhar para trás, percebeu que Faron erguia seu lampião sobre o vampiro com que duelava. O calor e a luminosidade do objeto fazia com que o ser se debatesse e se encolhesse.
    - Tome! – Disse Faron lançando o objeto a Terolm. Este o pegou com a habilidade de um gato e a colocou sobre a vampira. Ela fez o mesmo que seu companheiro: começou a se debater e a se encolher.
    - Não... Por favor... Pare... – Ela tremia enquanto falava.
    - Desculpe, mas vocês podem vir a causar danos a Lagan se eu a deixar escapar. O mesmo vale para seu amigo. – Resmungou Terolm.
    - Não queríamos... Está nos faltando comida... - E sua voz foi morrendo à medida que ela ia perdendo a consciência.
    Quando tudo estava acabado, Terolm devolveu o lampião ao primo, que o apagou e o guardou em seu cinto.
    - Você a matou? – Perguntou Faron enquanto voltavam para a mansão. Embora já fosse madrugada e estivesse próximo do clarear do nascer do sol, Fernnon provavelmente ainda estava dormindo e as chances de serem pegos era mínima.
    - Não. Dava para ver em sua voz que eles não fizeram nada mais do que o que era necessário fazerem e o que qualquer um de sua espécie faria. Não estão a serviço de Monstro das Sombras. E se estiverem, não farão mais nada por ele depois do que fizemos.
    - Você pensou o mesmo que eu...
    De repente, o vento começou a soprar mais forte. Faron ergueu a cabeça e arregalou os olhos. Terolm fez o mesmo, querendo descobrir o que o primo vira que o deixara assustado. Sentiu suas pernas bambearem.
    - Céus! O que é isso? – Sussurrou Faron. A mais ou menos dez metros de distância se erguia uma sombra no meio das árvores cobertas de neve.
    Olhos verdes e brilhantes faiscavam da criatura. Parecia ter asas. O bicho soltou um grito agudo que fez os dois garotos gritarem também. A força de Terolm pareceu ser sugada pelo bicho e ele desmaiou.

    Olhos amarelos

    Terolm sentia o ar entrando em seus pulmões, mas ainda não tinha coragem suficiente para abrir os olhos. Segurava sua espada firmemente em sua mão esquerda. Sentia que tremia.
    Abriu os olhos. O céu estava azul escuro, sinal de que tinham pouco tempo antes de serem pegos por Fernnon. Levantou-se e viu que Faron esfregava sua cabeça. Viu também seu arco caído ao seu lado e o lampião quebrado do outro.
    - Tudo bem? – Perguntou, aparentemente ciente de que Terolm já havia levantado.
    - Não sei. Temos que correr se não quisermos sofrer ainda mais nas mãos de Fernnon.
    - Faz ideia do que era aquilo? – Perguntou Faron enquanto levantava-se e recuperava seu arco e o que sobrou de seu lampião.
    - Um dia já li sobre um bicho com características parecidas: gárgulas. Mas é praticamente impossível se ver uma por aqui. Na verdade, são raras em todos os lugares.
    Os dois correram o mais rápido possível, nem se preocuparam em parar na cachoeira para descansar. Alcançaram o muro da mansão em mais ou menos meia hora. Pularam para o outro lado e saíram correndo pelos jardins. Abriram a porta de salgueiro o mais silenciosamente possível e foram andando a passos leves pela escada de pedra. Surprenderam-se ao ver Fernnon no meio do corredor com os braços cruzados e um olhar medonho.
    - Vô?
    - Desconfiava que vocês sairiam hoje. Acertei. Então fiquei mais atento e de madrugada fui ver se estavam comportados em seus quartos. Nem vi vocês. Então, já sabia o que tinham ido fazer e fiquei acordado esperando... – Seu olhar era capaz de colocar medo até no mais valente dos dragões, deduziu Terolm.
    - Não íamos deixar os vampiros trazerem mais problemas para Lagan... – Começou Faron.
    - Conseguiram? – A pergunta de Fernnon foi inesperada.
    - Não os matamos, mas fizemos o pretendido. – Falou Terolm estupefato.
    - Eu sei que devia dar uma bela bronca pela desobediência de vocês. Mas não posso mentir que tenho orgulho da coragem que corre em suas veias. – Disse rindo. – Mas não pensem que vão sair ilesos. Vão ter que lavar a louça e limpar a casa hoje, mesmo estando cansados. Comecem às sete da manhã. Vale lembrar que já são cinco horas. Isso é o máximo que minha consciência permite. E é o que merecem.
    Ao voltar para seu quarto, Terolm nem se preocupou com sua roupa molhada pela nave. Retirou o capacete, jogou sua espada no chão e deitou-se em sua cama, onde dormiu em menos de um segundo.
    Acordou com cutucadas de Fernnon em suas costas.
    - Vocês terminam às uma da tarde. Depois avaliarei o trabalho de vocês e se eu aprovar, poderão dormir.

    O tempo foi gasto com o esforço de Faron e Terolm para arrumar a mansão da maneira que Fernnon desejava. Depois de muito agachar e esfregar, Fernnon foi avaliar o desempenho dos garotos.
    - Sim, vocês foram bem, estão liberados do serviço, assim que guardarem os itens que usaram na limpeza.
    Assim feito, ambos passaram o que restou do dia dormindo.
    Acordaram de noite, mas não hesitaram em dormir algumas horas depois para não sair do ciclo normal.

    Os três dias seguintes foram gastos com nada mais do que livros, cavalgadas e jogos de carta.
    - Parece que o mundo parou desde que lutamos com os vampiros – co-mentou Faron um dia.
    - É. Parece que eles nos amaldiçoaram ao tédio – completou-o Terolm.
    - Vampiros lançam maldições?
    - São parentes próximos dos elfos. Com certeza fazem magia.
    - É... Mas o estranho é que eles não usaram magia contra nós.
    - Bem pensado. Eles poderiam ter acabado conosco com um simples estalar de dedos.
    - Ouvi a conversa de vocês. – Falou a voz grossa de Fernnon atrás da porta do quarto de Faron. – E tenho que confessar que esqueci dessa possibilidade quando vocês disseram que iam atrás deles. Bom, também acho estranho que eles não tenham recorrido à magia. Vocês tiveram sorte.
    Terolm forçou um sorriso ao reconhecer o perigo que correram perto dos vampiros. Poderíamos estar em pedaços. Pensou Terolm.
    Depois da conversa, voltou para seu quarto e olhou pela janela. Já era de tarde, o sol no horizonte estava perto de desaparecer por trás de uma das montanhas que cercam Lagan. Notou depois de um tempo que sua mão segurava o cabo de sua espada. Seu cajado, cujo tinha enfiado debaixo da cama, estava sob a outra mão.
    Não sei decifrar o que me tornei. Pensou sorrindo. Talvez nem tenha que fazê-lo para entender o que realmente sou. Pensou sentindo um frio bom que percorreu todo seu corpo.
    Lá no horizonte via um grifo voando, quase desaparecendo por trás das montanhas cobertas de neve. Um cobertor branco e frio cobria a cidade de La-gan visível pela janela de Terolm.
    Pegou em um a gaveta uma adaga comprida, presente de seu pai, e a limpou com um pano. Pegou sua bainha, que estava na mesma gaveta, e embaiou sua adaga. O cabo estava perfeitamente conservado. Em cima do cabo estava incrustado um pequeno rubi. O cabo feito de um aço escuro era envolto por ouro. Guardou a adaga e voltou sua atenção para a janela. O sol emitia seus raios atrás da montanha de onde já tinha se escondido. Maravilhado com a paisagem, fechou os olhos, e perdeu a noção de tudo.
    Estava em pé em meio à escuridão, dois brilhantes olhos amarelos com pupilas em forma de fendas se ascenderam. Pareciam faróis. Uma sombra se materializava atrás deles.
    Uma pancada acordou Terolm. Havia batido a cabeça na ponta de seu cajado. A raiva o encheu, ainda mais pela curiosidade de saber de quem era a sombra atrás dos olhos brilhantes. Eu quase vi. Cheguei perto de saber o que era aquilo e porque eu vi aquilo. Talvez, para alguns, tenha sido só um sonho, mas era tão real... Pensou desanimado.

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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sex Out 14, 2011 6:56 pm

    mudei pela sei lá quantas! ah decidi postar so quando estiver grande, que ai nao vou ter coragem de apagar tudo de novo...

    que coisa nao me decido!!!
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Ter Out 25, 2011 4:38 pm

    deixo aqui o primeiro capitulo da nova versão de liastter. torçam para que seja definitivo, ja nao aguento mais ficar alternado a história.

    o que acham?

    P.S. aqui não tá mmuito grande, nao. mas no pc deu 5 pgs

    Spoiler:
    As lendas de Liastter 1

    O Cavaleiro Assombrado

    Caçada

    As estrelas brilhavam no céu enquanto um rapaz semi-elfo fugia a toda velocidade. Terolm apressou sua corrida quando sentiu uma flecha tentando pegá-lo. Estava cansado, suas botas afundavam a neve fria no chão, enquanto ele corria o mais rápido que podia. Não havia por onde se esconder até que alcançasse as montanhas que avistava de onde estava. Mas ele sabia que os homens atrás dele não o deixariam escapar, não até onde pudessem evitar. E ele não tinha escolha a não ser continuar.
    Atrás dele ouviam-se os gritos dos guerreiros atrás dele. Não podia, também, parar para lutar porque haviam no mínimo duzentos atrás dele, e embora suas habilidades mágicas fossem superiores, ainda eram muitos para ele.
    As montanhas se aproximavam devagar a medida que corria. Sentia suas pernas ficando bambas devido ao esforço, mas não ia, não podia desistir da fuga agora.
    Depois do que pareceram horas, mas embora não passassem de trinta minutos, a floresta que envolvia a montanha já aparecera. Pelo menos,pensou Terolm, agora tenho onde me esconder. Mas não vou ousar parar agora, senão posso não aguentar levantar por um bom tempo.
    Ainda estava a alguns quilômetros da base da montanha, mas o fato de ter conseguido chegar até ali sem maiores problemas já agradava Terolm. Enfim estava chegando perto. Alcançou a base da primeira montanha em alguns longos minutos. Subiu algumas pedras aos pulos e olhou para trás, a primeira vez desde que fugira que ousara fazer isso. Os homens ainda não haviam chegado na floresta. Um largo sorriso se abriu no rosto de Terolm. Escapei.
    Depois de se enfiar entre as fendas entre uma montanha e outra, chegou em um local com algumas árvores, cercadas por montanhas. Não era um lugar grande, se estendia para no máximo dezesseis quilômetros a sua frente, mas era suficiente para ele acampar. Alem disso, da fenda por onde estava olhando era possível ver o progresso dos guerreiros que o perseguiam. Olhou para trás, através da fenda. Os guerreiros haviam dado meia volta e se dirigiam cabisbaixos para o lado de onde tinham vindo.
    Desceu da pedra em que estava e mergulhou na densa floresta. Encontrou uma clareira alguns minutos depois. Montou uma fogueira e se preocupou em dormir. Acordou com o sol já quase nascendo. Desembaiou a espada curva e enferrujada que roubara de um dos guardas de sua cela enquanto estava aprisionado, andou um pouco até encontrar uma Jarammant, árvore de seiva doce e nutritiva encontrada em locais altos e frios, golpeou seu tronco com a espada e bebeu a seiva que escorria do tronco. Depois de tomar café da manhã, seguiu rumo à outra extremidade da floresta, de onde seguiria seu caminho.

    Bebeu água em um riacho que descia entre as pedras enquanto ele escalava, rumo a umas construções que avistara de longe. O sol já estava se pondo, não conseguiria atravessar a cordilheira antes de o sol nascer novamente. Chegou até o topo do morro. Lá estavam ruínas solitárias e tristes, esperando pelo que não viria nunca. O vento parecia lamentar por elas quando passava assoviando e balançando os cabelos pretos de Terolm, fazendo suas orelhas pontudas e compridas coçarem.
    Sentiu uma lâmina brilhar atrás dele e conseguiu escapar por um triz. Desembaiou a espada curta sem pensar e virou-se para encarar o dono da espada. Um Drono - monstro das montanhas, com uma cauda enorme e espinhada e que usam bastões - que segurava uma espada curva e comprida. O monstro atacou e Terolm defendeu-se com um golpe de sua espada. Com outro golpe arrancou a espada das mãos do Drono e com mais um golpe matou o bicho.
    Dronos vivem em bandos. Não posso passar mais um minuto aqui parado. É melhor eu seguir meu caminho e só parar quando eu sair do meio dessas montanhas. Vou ter que passar a noite correndo. Pensou reconhecendo o perigo que corria enquanto estivesse nas montanhas.
    Correu montanha abaixo e seguiu pelas fendas que se formavam entra uma montanha e outra. Terolm via as sombras de vários Dronos, mas não ousava parar para vê-los.
    Conseguiu atravessar a cordilheira antes do amanhecer, mas sabia que ainda precisava se afastar um pouco e entrou na imensa floresta que se erguia a sua frente. Os Dronos não conseguiam só conseguiam respirar no alto, e por isso Terolm decidiu seguir um poço mais para diminuir a altitude. Quando achou que já estava bom, parou de correr e caminhou até encontrar uma clareira com indícios de que ali funcionara uma fogueira a pouco tempo. Bom, alguém já acampou aqui, então deve ser bom para acampar.
    Juntou lenha que conseguiu nas proximidades, acendeu fogo com magia, esquentou um pouco de seiva de Jarammant que havia armazenado e comeu a seiva endurecida. Depois deitou-se em um monte de folhas que fizera, enrolou-se até a cabeça co sua capa e adormeceu.
    Uma luz invadiu seus olhos, mas não era luz do sol, abriu-os. Viu um lampião, fonte da luz. Um instante depois notou que havia um arco e flecha preparado apontando para ele.
    - Ah! – Foi a única coisa que conseguiu dizer ao ver a arma.
    - Um elfo? – Disse a dona da arma. Era uma mulher de mais ou menos dezoito anos, cabelos e olhos castanhos. – O que um elfo faz por aqui? Não devia estar com os outros de sua espécie nas suas florestas? – Terolm notou que a sua capa havia caído quando gritara.
    - Sou Terolm, e não estou aqui por que quero. Sou um mensageiro dos elfos e fui capturado enquanto voltava para casa. – Respondeu ele olhando com atenção para a arma nas mãos dela.
    - Mmm... Eu sou Delle. Estou viajando para o Sul. O que você faz no meu acampamento, moleque?
    - Ora, seu acampamento?
    - Sim. Estava apenas caçando.
    - Ora me desculpe! Mas estava cansado e não percebi que ainda tinha alguém aqui.
    - Mas tinha. – Delle parou por um segundo, analisando-o. – Mas você pode passar a noite aqui.
    - Obrigado, muito obrigado. – Ela simplesmente sorriu.
    O dia seguinte amanheceu nevando. Terolm acordou de mau humor e, mesmo com sua capa e suas roupas, sentia frio. Acendeu a fogueira com magia e sentou-se perto do fogo. Ainda era cedo, Delle dormia do outro lado e o sol ainda não havia nascido. Desembaiou sua espada e com uma pedra de amolar que conseguira de um dos guardas começou a trabalhar no fio de sua espada.
    - Poderia você me contar sua história? – Perguntou Delle sonolenta, levantando-se. – Desculpe, mas vi que você acordou. E sua história não me pareceu completa, elfo.
    - Para começar, não sou elfo por inteiro. Sou semi-elfo. – Disse ele. – Bom, eu trabalho como um mensageiro. Algumas coisas os elfos não ousam mandar com magia. – acrescentou ao notar a expressão dela. – Então, fui mandado pelo chefe de minha cidade para mandar uma mensagem para um rei humano em um reino chamado Lagan, ao Norte.
    - Eu sei, onde é. Sou de lá.
    - Tudo bem – disse ele incomodado com a interrupção dela. – Consegui mandar a mensagem com sucesso. O que dizia não faço ideia. Um bom mensageiro nunca lê o que leva. Na volta fui surpreendido por guerreiros a serviço de Monstro das Sombras. – Ele parou quando viu a expressão de Delle ficar dura. Como ela não falou nada, ele continuou: - Então fui capturado. Fiquei um mês sobre o poder dele. Queria saber tudo sobre os elfos. Depois consegui fugir, há dois dias. Então atravessei a cordilheira, e aqui estou.
    - Monstro das Sombras capturou meus irmãos e minha mãe. À essa altura já devem estar mortos... – Lamentou-se ela. Monstro das Sombras era um louco perigoso que junto com seus “amigos” – como dizia ele – destruíam coisas a bel-prazer.
    - Sinto muito – Terolm sentiu uma pontada de pena dela, pois sabia o que era perder um irmão, e principalmente para Monstro das Sombras, em particular. Ele era chamado assim porque ninguém já havia visto seu rosto, e os que viram não conseguiram sair vivos para contar história.
    - Para onde você vai? – Perguntou ela.
    - Vou seguir um pouco para o Sul. Você também, não é?
    - Sim. – Terolm estava sentindo até um pouco de bom senso por ela, embora ainda não a conhecesse bem.
    - O que você está indo fazer nas Terras do Sul? – Perguntou Terolm um pouco mais tarde, quando estavam prestes a sair, já que iam seguir juntos até onde cada um seguisse o seu caminho.
    - Confesso que não sei... – Suspirou ela. – Desde que meus irmãos e minha mãe foram capturados, meu mundo perdeu o rumo. Não tenho para onde ir, nem o que fazer. Se não conseguir nada melhor nas Terras do Sul, terei que passar a vagar pelas florestas e virar uma Caminheira Misteriosa e seguir minha vida com um único objetivo: vingar minha família. E se não conseguir, deixar que isso custe minha vida e aí descansarei ao lado de minha família perdida.
    - Um belo discurso. – Disse Terolm, enquanto seguiam pela floresta na direção Sul.

    Já haviam andado por mais ou menos dois dias. Ainda estavam na floresta, o que fez Terolm perceber sua grande extensão. Nevava. Estava insupor-tavelmente frio. A única garantia de que estavam no caminho certo era o senso de direção de Terolm, que nem era absoluto.
    Uma flecha passou raspando por Delle e raspou na manga do braço de Terolm, aterrissando na neve. Era uma flecha de madeira escura, mas feita por alguém com habilidade e experiência, percebeu Terolm.
    - Caçadores! – Gritou Terolm para Delle.
    Os dois começaram a correr e adentraram um pedaço mais denso da floresta. Enquanto passavam por uma clareira, na base de um riacho congelado, Terolm sentiu um puxão no tornozelo direito e se viu pendurado de cabeça para baixo.
    - Ah! – Gritou ele, e Delle se virou para ver o motivo do grito do semi-elfo.
    - Arrá! – Gritou outra voz, vinda de trás de uma árvore, no momento em que Delle retirava uma adaga do cinto para libertar Terolm da armadilha. De trás de um pinheiro, saltou um homem alto e razoavelmente gordo, com uma barba cinza curta e densa. Ele segurava um arco e flecha e o apontava para Terolm. – Peguei você, urso! Ei... você não é um urso! – Disse ele referindo-se a Terolm.
    - Sério? Nunca notei... – Resmungou Terolm, zombando. – Ai! – Gritou ele quando o caçador atirou uma faca, cortando a corda que prendia o tornozelo de Terolm, fazendo-o cair direto com o nariz no chão duro.
    - Não seja grosseiro, elfo – retrucou o homem.
    Terolm notou que Delle estava mordendo a língua para não rir, o que o deixou perturbado.
    - Talvez, vocês possam me ajudar! São jovens e espertos. – Propôs o ho-mem.
    - Por que iríamos ajudar você? Você me amarrou de cabeça para baixo nessa árvore! – Exclamou Terolm.
    - Porque – respondeu o homem – eu posso lhes dar comida de boa quali-dade. Vejo que não comem direito há alguns dias...
    Terolm olhou para Delle, e em sua expressão foi possível ler “escute a proposta!”.
    - O que quer que nós façamos? – Perguntou Terolm.
    - Há algum tempo que um urso negro das montanhas me atormenta, junto com meu rebanho. E minhas ovelhas são o principal sustento de minha família. Preciso de ajuda para acabar com esse urso e com minha tormenta de uma vez.
    - Tudo bem, nós topamos. – Dessa vez foi Delle que falou.
    - Muito bem! Sigam-me.
    E eles seguiram. Terolm olhou para Delle e sussurrou:
    - Por que você aceitou?
    - Pense, Terolm! – Desse ela sussurrando. – Nós podemos ajudar esse ho-mem, sei que podemos. Temos habilidade! Esqueça suas mágoas por ele ter te pendurado numa árvore e lembre-se: um pouco de carne de ovelha não seria ruim agora!
    - Nem conhecemos esse cara!
    - Ah, meu nome é Krust. – Disse o homem, pelo jeito ouvindo os sussurros. Terolm soltou um resmungo por ter que concordar com Delle.
    Seguiram até a entrada de uma caverna escura, assim como as rochas que lhe serviam como parede. Um som parecido com um lamento profundo vindo lá do fundo fez Terolm se arrepiar.
    - Eu nunca ousei entrar aí sozinho. Mas agora com um elfo e uma arqueira, fica mais fácil para sairmos daí com vida. Hahaha. Eu nunca entro aí porque lá no fundo tem uma fenda estreita demais para mim. Para o urso também, mas ele com certeza conhece outros caminhos que eu não conheço. – Disse o homem.
    E eles foram. A caverna era escura e o ar era úmido. Cada passo ecoava nos salões de pedra e musgo. Andaram por mais ou menos dez minutos, até que encontraram a fenda de que Krust havia falado. Entraram, ouvidos atentos e armas preparadas. Depois de mais quinze minutos, chegaram à um corredor em que a fenda se dividia.
    - Você vai pela esquerda. – Disse Delle.
    Depois do que pareceu uma eternidade, Terolm chegou a um salão largo, alto e frio. E ali no chão, estava deitado um enorme urso negro, olhando-o com olhos negros e sem vida, esperando pelo ataque do semi-elfo. O urso sabe que se eu atacá-lo irá morrer,não tem como se defender de minha espada. Pensou Terolm. Mas também sabe que se eu matá-lo, estarei sendo um assassino. Um nó se fez no estômago de Terolm. Juntou tudo o que os elfos lhe ensinaram sobre fazer com que os animais o entendessem e embaiou sua espada. Olhou bem nos olhos do animal, fez uma reverencia, ajoelhou-se e sussurrou, coma voz mais calma que conseguiu:
    - Ó grande urso negro das cavernas escuras, não quero feri-lo. Mas se você puder deixar de comer o rebanho daquele pobre homem, pois é o sustento dele, irei agradecer. – Sabia que seu discurso havia sido bobo e improvisado, mas o urso fez um ruído com a garganta. Sem saber o que mais fazer, Terolm virou-se e entrou pela fenda.
    Enquanto saía, pensou ter ouvido alguém sussurrar: “você foi muito sábio”. Virou-se, mas o urso não estava mais lá.
    Depois de andar um pouco, deparou-se com Delle. Já havia chegado no ponto em que a fenda se dividia.
    - Achou ele? – Perguntou ela.
    - Eu te conto tudo mais tarde.
    Os dois seguiram o caminho por onde tinham vindo e depararam com o homem parado à entrada.
    - E então? – Perguntou ele.
    - Resolvemos tudo. – Disse Terolm. – Mas não prometo que não voltará a vê-lo. – O homem olhou desconfiado para Terolm, mas assentiu e sorriu.
    - Você foi muito sábio, elfo. – Disse o homem. Aquelas palavras arrepiaram Terolm.
    Ele então os levou para uma cabana, e lá serviu uma tigela de sopa para cada um deles. A mulher do homem era igualmente alta, mas era magra e delicada. Depois, permitiu que eles passassem a noite ali, pois já era tarde.
    Terolm demorou para pegar no sono, as palavras ainda ressoavam em sua mente, até que conseguiu dormir, com sua mente reproduzindo a frase: “você foi muito sábio”.

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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Anilyan em Qua Out 26, 2011 12:01 pm

    Pois não... Mas se comparar o último texto com o primeiro melhorou muitíssimo! Sei o que é mudar tanto, eu estou a escrever um livro e de cada vez conseguia melhorar mais coisinhas. Até que agora está já tão grande, em papel(no pc inda não passei nem metade). Só ao escrever descobrimos como é e como podemos melhorar, não basta ler. Lembro que pouco depois de começar tinha encontrado uma nova paixão, e eu só tenho 4! Ler, desenhar, procurar imagens e sites dos meus livros no pc e escrever. Boa sorte, continue.
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Qui Out 27, 2011 3:36 pm

    Obrigada pelo aoio!!! cheers é bem dificil sim sim ficar apagando e mudando, mas até que to gostando dessa versão
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Undbitr em Sab Out 29, 2011 10:50 am

    excelente! Very Happy affraid agora a sua escrita e história amadureceram e a historia vai ganhar mais fluência e menos trocas. os erros iniciais (que todo escritor comete)já foram feitos. Agora é só escrever! Very Happy
    pode apostar que a historia vai ter menos alterações agora! Smile Mas ainda vai mudar de ideia alguma vez (isso sempre acontece) lol!
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sab Out 29, 2011 1:56 pm

    e ja coemçou a contecer de novo. eu pensei : "mas o motivo da Delle e do Terolm tarem andando juntos é muito bobo!" e estou fazendo isso de uma nova maneira.nao vai mudar tanto, mas um pouco.

    ainda assim valeu gente agora sim estou sentindo motivação para continuar com uma história mais madura Wink realmente agora percebo o quão idiotas estavam as versões antigas... Embarassed


    Última edição por Saphira-Gabi em Ter Fev 21, 2012 7:51 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: As lendas de Destino do Tempo

    Mensagem por Saphira-Gabi em Sab Nov 19, 2011 9:20 am

    mudei de novo, mas dessa vez foi o titulo. confesso que nem eu entendia o significado de liastter... e achei um nome melhor: As lendas de Destino do Tempo...

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    Re: As lendas de Destino do Tempo

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