Ato I - Leinwël

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    Leinwël
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Leinwël em Seg Jun 15, 2009 6:07 am

    Com o nariz torcido, a elfa se arrastou um pouco mais para o lado, intentando afastar-se o máximo possível das criaturas. Ao mesmo tempo, seu cérebro trabalhava com as palavras que havia acabado de “aprender”, sem que de fato lhe fossem ensinadas corretamente. Observou quando o ruivo, feioso, se aproximou de maneira minuciosa, torcendo o nariz para ela. Leinwël fez uma careta. “Se você pensa que seu aroma é muito agradável, está enganado, feioso.”

    Assistiu aquela apresentação, totalmente desnecessária, arqueando a sobrancelha. Bufou, ainda tentando concentrar-se. “Certo, um tapado, um esquisito e um feioso” pensou. Se bem que todos eram para lá de feiosos. “Concentração...” Se cérebro trabalhava, enquanto a guria encarava as outras criaturas com um sorriso nervoso nos lábios. “Complicado..”

    Assustou-se momentaneamente com o rompante do tapa, desferido pelo que parecia ser o líder das criaturas. Lein prendia a respiração. “A qualquer minuto agora” era prudente esperar o melhor momento para uma investida. E era também uma excelente oportunidade de testar alguns novos truques. Quem disse que ela estava totalmente desamparada?

    “Isso!” assim que o feioso deu-lhe as costas, Leinwël se levantou em um átimo. Como um estalo rápido de um chicote, ela estava em cima do criado mudo, de onde teria melhor comodidade, para sua fuga posterior.

    - Audr! – Proferiu, direcionando o encantamento à Aquillas. Pretendia prendê-lo no ar, como haviam feito com ela mesma. Sim, Leinwël aprendia com seus erros. Mesmo que não fossem necessariamente erros. “Espero que isso te segure, maldito.” Sem esperar resultados, jogou-se de pernas em um chute, que já era quase sua assinatura, direcionada ao outro Espectro. Esperava ter tempo de fugir antes que o líder lhe desse atenção.


    Magia: Audr
    Tradução: Em cima.
    Ação: A magia levanta o Espectro, prendendo-o no teto, onde seria o “em cima” do cômodo.

    [EITA DIACHO, DEMOREI MIL. Desculpa,gente. u_u mesmo.]
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Oliver em Seg Jun 15, 2009 9:59 am

    - Mas o que é...? AI! - exclamou Aquillas ao bater com a cabeça no teto da cabana.

    - AHHH! Elfa miserável! - disse Trinner começando a ir para cima da elfa. Porém, ele acabou atingindo o chão com força, já que Lein havia plantado os pés em seu peito, deixando-o momentaneamente sem ar.

    Hëll fez uma típica careta de desdém ao ouvir Aquillas gritando por ajuda como se fosse uma criança e Trinner resmungando que estava com dor nas costas e no peito. "Espectros como ele, envergonham nossa raça", comentou mentalmente.

    Não deu atenção alguma aos companheiros, preferindo deixá-los darem conta sozinhos da "garota das orelhas pontudas". Afinal de contas, sua missão era acabar com o esquisitão que "ora-era-cego-ora-enxergava" e pegar a chave - assim como a localização do esconderijo dos Varden - e não acabar com uma pirralha metida a guerreira.

    Trinner ergueu-se de repente, agarrando o pé de Leinwël enquanto esta tentava fugir, e jogando-a contra o criado-mudo em que estivera poucos instantes atrás. Ele estalou os dedos e encerrou o feitiço que prendia Aquillas no teto, fazendo com que o companheiro se estatelasse no chão, tonto.

    Revirando os olhos para o outro - que agora erguia-se parecendo um bêbado -, ele dirigiu-se a Lein:

    - Íamos te matar rápido, garota. Mas depois disso, vamos te fazer implorar pra morrer.

    Assim que terminou de falar, estendeu a mão na direção da elfa e exclamou:

    - Jierda! - pretendia começar com uma tortura básica, quebrando um a um os ossos dela.

    Antes que a magia se concretizasse, porém, uma mente estranha tocou a sua, e com toda certeza não era a de Kim.

    "Rápido elfa!" - dizia uma voz rouca e bela. "Não permita que o espectro vá atrás de Kim! Mate-o se for o único modo de impedi-lo, mas não deixo-o ir atrás de Kim!"

    A voz tinha um tom de desespero, e passado meio segundo, uma espada verde do cabo a bela lâmina ligeiramente encurvada, se materializou na frente da elfa.

    "Faça o que tiver de ser feito, Leinwël Whidua...", disse a voz desconhecida seriamente, até que só restasse o seu eco na mente da jovem.
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Leinwël em Ter Jun 16, 2009 9:42 am

    Chocou-se contra o móvel, ao som de estalos e rangidos agourentos, além do baque surdo do impacto. Não demorou a se levantar, precisava de uma posição melhor. Uma gota de suor frio escorreu por sua nuca, enquanto a elfa ignorava a dor aguda que se estendia por suas costas. Mais ameaças. Será que esses espectros não sabiam MESMO trabalhar de boca fechada? Lançaram uma magia contra a ruiva antes que ela tivesse oportunidade de agir. Esperando pelo pior, ela trincou os dentes e franziu o cenho, aquilo doeria um bocado.

    Foi no exato momento que uma mente tocou a sua. A voz que ecoou em seus pensamentos não era familiar, mas tinha um timbre bonito, apesar da leve urgência de suas palavras. Não pode definir o sexo, mas sabia que era uma voz amiga. “Rápido, elfa” disse a voz, fazendo-a sobressaltar-se. "Não permita que o espectro vá atrás de Kim! Mate-o se for o único modo de impedi-lo, mas não o deixo ir atrás de Kim!"

    Os músculos de Leinwël se retesaram, imediatamente ela ficou tensa. O ocorrido estava tomando proporções maiores do que ela esperava. Nunca pensou que ser aprendiz de um grande guerreiro lhe trouxesse tantos problemas de uma vez só e tão imediatamente. Em meio segundo uma espada materializou-se entre a elfa e o espectro atacante. Num átimo de instinto, atirou sua mão sobre o objeto, tomando posse do mesmo imediatamente. Queria olhar melhor para o “presente” mas não teria tempo para isso agora. Mais suor frio.

    "Faça o que tiver de ser feito, Leinwël Whidua..."

    Suspirou, acalmando os batimentos na medida do possível. Tensão. O mais breve milésimo de segundo usado para retomar a calma pareceu durar longas horas e o silêncio era pura agonia e medo. “Ai, Deuses...”

    Então foi como se uma bomba explodisse e trouxesse a elfa novamente à realidade. A adrenalina, o suor de sua nuca, os espectros assassinos e, principalmente, o seu alvo, que distanciava-se. Engoliu em seco. Era seu momento. “Bom, vamos fazer isso valer alguma coisa...”

    Seu primeiro ato foi devolver a magia que o espectro havia lhe lançado. – Jierda! – não esperou para ver o espectro lamuriar-se de dor, imediatamente procurou o outro. Precisaria livrar-se daqueles dois de um jeito ou de outro, do contrario não conseguiria deter o terceiro. “É bom eu parar de abusar da magia...” pensou, lançando um olhar de canto na espada recém adquirida. Inspirou profundamente. Seria a primeira vez que brandiria a espada contra alguém no intuito de realmente ferir. A simples cogitação de tudo aquilo lhe causou um arrepio. Mais uma vez engoliu em seco, então avançou.

    Um pouco desengonçada e usando as duas mãos, desceu a lâmina com força. A parte cortante voltada para o ombro do espectro. Ao sentir o tranco do impacto, fechou momentaneamente os olhos. Era terrível. E o pior: O tempo estava contra ela.

    Magia: Jierda
    Tradução: Quebre, bata.
    Ação: Imitar o ataque do Espectro, tentando quebrar os ossos dele.

    [OFF: Melhorando, melhorando. 8D]
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Oliver em Ter Jun 16, 2009 3:02 pm

    Trinner ficou surpreso quando sua magia não surtiu efeito na elfa. Era como se alguém tivesse colocado barreiras em torno de Leinwël...
    Porém, não houve muito tempo para pensar; ela lançara um encantamento, e por ainda ser pouco experiente no ramo da magia, acabou usando mais do que o necessário de energia, fazendo com que o espectro fosse ao chão com um grito; Lein havia quebrado a sua coluna. Não era, todavia, algo que não pudesse ser resolvido. Por alguns segundos, Lein tremeu, graças a perda de energia.

    A espada reluziu rapidamente, e a esmeralda que enfeitava o seu punho soltou um leve cantarolar, como se quisesse chamar a atenção de sua nova dona.
    Assim que foi brandida, a bela canção foi substituída por uma espécie de urro de guerra, que não parou até a lâmina verde estar fincada com força no ombro de Aquillas, que soltou um berro furioso. (Perícia adquirida: Armas)
    O espectro agarrou Lein, pronto para matá-la, quando foi impedido pelo líder, que ficara atônito ao ver - não UMA, mas A espada - surgir em pleno ar.

    - Pare, Aquillas! - gritou.

    - Mas chefe... - tentou retrucar o espectro, ainda apertando com força a jovem pelos ombros. A qualquer segundo, ele poderia esmagá-la.

    - A espada! Me dê a espada! - dizia Hëll com tom de urgência.

    Ao tê-la em mãos, ele deu uma risada maníaca.

    - Finalmente. Depois de tanto tempo, e agora em minhas mãos...

    - Eu não contaria com isso. - disse uma voz brincalhona.

    Kim chutou com força as costas de Hëll mandando-o para o chão - mais precisamente para cima de Trinner que tentava regenerar sua coluna -, e segurando a espada. Ela era leve o suficiente para se carregar com apenas uma mão, mas sua aparência frágil escondia uma assassina letal. Assim que a estava segurando firmemente, o loiro a fincou na direção em que ouvia um coração pulsando acelerado. "Que não seja o de Lein..."
    Por sorte, não era.

    Aquillas caiu no chão, morrendo. Kim tirou a espada de seu peito, e a entregou para a elfa.

    - Desculpe a demora. - comentou abrindo seu bastão como fizera na batalha com Jihar. - Uns elfos "brincalhões" estavam tentando brincar de cabra-cega comigo, e bem, agora eles foram parar enfaixados em casa, mas isso não vem ao caso. Essa espada era minha. Era, por que agora é sua.

    - NÃÃÃOOO!!! - berrou Hëll levantando-se do chão, seguido por Trinner. - ESSA ESPADA É MINHA POR DIREITO!

    Kim os ignorou, apesar deles começarem a avançar.

    - Nora é uma boa espada, acredite. Mas faça o que fizer, nunca diga para ela parar de cantar. Coisas... "ruins" acontecem pra quem fala pra ela parar de cantar.

    E terminada a explicação, Kim bateu com o seu bastão no rosto de Trinner.

    - Vamos Lein! Não quer mesmo que eu fique com toda diversão, quer?

    Uma canção animada vinda de "Nora" era a trilha sonora para a "batalha" que se seguiria.

    "Não deixe que Kim se fira, elfa!" falou a mesma voz que instantes atrás lhe dera as instruções mentalmente. "Proteja-o, por que sua vida depende disso". Aquilo parecia uma ameaça.

    Item ganho:
    Espada de Anora (For +1)
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Leinwël em Ter Jun 16, 2009 3:28 pm

    Agarrada pelo cangote, desarmada e coagida, a elfa parecia menos ofensiva que um filhote de gato, o que, contudo, não era suficiente para abrandar sua expressão de fúria. – Espectro estúpido, me larga ou eu... – Antes que pudesse terminar, algo lhe chamou atenção. Algo que lhe fez sorrir. Era bom ver Kim novamente, mesmo porque não sabia como completaria a frase “ou eu..”.

    Quando o Espectro que o segurava foi arremessado pelo chute de Kim, Leinwël também despencou no chão, caindo sentada com uma categórica expressão de paisagem. Não deixou-se em tamanha despostura por muito tempo, levantando-se de brusco e se dirigindo para perto do mestre, que fincou a espada no Espectro, dando-lhe o golpe de misericórdia. A elfa picou algumas vezes, atônita aos acontecimentos.

    - Desculpe a demora.

    Lein só pode sorrir. Estava bastante abestalhada por toda ação repentina que dominou os ares. - Uns elfos "brincalhões" estavam tentando brincar de cabra-cega comigo - ela revirou os olhos, bufando de impaciência ao imaginar a cena “macho...” pensou-, e bem, agora eles foram parar enfaixados em casa, mas isso não vem ao caso.- Novamente sorriu, ainda imaginando a situação. “Mas que hora estranha para pensar nessas coisas.”

    Maneou a cabeça, afastando pensamentos paralelos. Ainda não havia acabado, mas Kim também não havia terminado de falar. - Essa espada era minha. Era, por que agora é sua.

    Inspirou surpresa e, finalmente, analisou melhor a espada. Era bonita, muito bonita. Maneou-a levemente com a mão direita, com a mão esquerda. Era leve, confortável. Nada melhor para expressar o sentimento da elfa que a gratidão, além de uma grande dose de admiração. Sentia-se, sobretudo, orgulhosa de si mesma pelo presente. Algo ela havia feito de bom, afinal. Mais que satisfeita com o recém adquirido, sentia uma nova energia para mais alguns instantes de pura tensão.

    - Nora é uma boa espada, acredite. Mas faça o que fizer, nunca diga para ela parar de cantar. Coisas... "ruins" acontecem pra quem fala pra ela parar de cantar.

    - Hm, Nora? Gostei de você – Disse, jocosa para a espada. – Temos bastante em comum. – Concluiu, mudando a espada de mão, posicionando-se para um ataque ao reparar os espectros se aproximando novamente. Ainda haviam dois.

    - Vamos Lein! Não quer mesmo que eu fique com toda diversão, quer?

    - Ohoho, não mesmo.

    A espada, então, desprendeu uma nova melodia, que agraciou os ouvidos de Lein. Sim, ela era encantadora. Porém, entremeios à canção, aquela voz novamente soou na mente da elfa, advertendo-lhe: "Não deixe que Kim se fira, elfa!" uma intuição forte lhe dizia que o melhor para todos seria que escutasse com atenção aquela voz, principalmente para si mesma. "Proteja-o, por que sua vida depende disso" O tom de leve ameaça fortificou a expressão da elfa.

    Enquanto Trinner ainda estava aturdido pela pancada em seu rosto, Lein aproveitou-se para dar sua atenção ao mais feioso, com jeito de líder. Hëll, por alguma razão, atraía a raiva da elfa. Muito provavelmente fosse porque havia desprezada e subestimado a pequena. Mas logo ele aprenderia que não se julga livros pela capa.

    Graciosamente, deu-lhe uma rasteira e sem mirar muito bem, fincou-lhe a espada no que julgou ser o peito, embora eu duvide que de fato fosse o peito. “Hm... preciso melhorar isso.”

    [OFF: 8D~ atóron]
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Oliver em Ter Jun 16, 2009 4:34 pm

    O espectro conseguiu pular na hora em que Lein tentou dar-lhe uma rasteira, mas não conseguiu evitar o golpe de Nora, cuja lâmina ultrapassou sua carne, fincando-se entre as costelas.
    Ao ouvir um grito abafado, Kim entrou na mente de Lein e descobriu que sua pupila havia atingido em cheio o espectro. Rindo marotamente, comentou:

    - Hëll, Hëll... apanhando de uma aprendiz. É vergonhoso demais até pra você.

    - Cale a boca, esquisitão! - rugiu o espectro, colocando as mãos na espada, começando a tirá-la. - Pelo menos eu não sou como você que fica de nam... AH! Maldita seja, espada idiota! Além de não querer sair, fica cantando essa música estúpida.

    De repente, tudo ficou silencioso. A batalha parou e ninguém sabia por que tinham pausado. Do nada, a cama em que Kim estivera deitado enquanto desmaiado, explodiu! Os pedaços de madeira em formato de estaca, atingiram Trinner em vários pontos do corpo, inclusive no peito, na direção do coração. Kim não se deu ao trabalho de desviar deles; os destroços pareciam evitá-lo, e apenas um o atingiu, fazendo um leve arranhão em sua bochecha.
    Agora restava apenas um espectro. Mas parecia que não seria por muito tempo.

    Feixes verdes de luz começaram a sair da espada, e Hëll - aparentando desespero - tentava a todo custo tirá-la de onde estava cravada, mas ela simplesmente não se movia. Um grito agudo vindo da esmeralda que ficava no punho de Nora tingiu o ar com uma atmosfera sinistra.
    Kim puxou Lein pelo braço, fazendo-a sair para a varanda, já que todo o lugar começara a tremer com a nota ensurdecedora que Nora produzia. O rapaz nem parecia perturbado com aquilo; devia estar acostumado com coisas assim acontecendo.

    - É aqui que nós descemos.

    Ele colocou sua aluna nas costas, e saltou ágil como um elfo, pousando no exato momento em que a casa foi praticamente demolida.

    - Está vendo? Coisas ruins desse tipo acontecem quando você fala para Nora parar de cantar OU faz qualquer crítica negativa quanto as músicas dela. Ela é muito sensível quanto a isso. Portanto, tem de tratá-la muito bem.

    A espada verde caía girando, e atingiu o chão aos pés de Lein, tilintando de forma que quem a visse, pensaria que era mais uma espada qualquer entre tantas outras.

    - Agora esqueça o feioso, e vamos tratar de começar o seu treinamento antes que a rainha saiba disso e eu tenha que dar MUITAS explicações.

    Vários elfos começavam a se agrupar em torno da velha árvore destruída; Kim e Leinwël tinham pouco tempo para sair dali.
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Leinwël em Qui Jun 18, 2009 9:54 am

    Como em uma brincadeira cômica de estátua, todos pararam simultaneamente e o motivo era um mistério. Atentando um pouco mais a cena, Leinwël percebeu que Nora não estava cantando. “Oh...” pensou, enquanto a tensão se prolongava. Em um átimo, a cama onde Kim estivera outrora rompeu-se em várias estacas, e todas tinham apenas um alvo. Trinner não teve chances de sequer saber o que lhe atingiu, sendo rasgado pela madeira como faca na manteiga. Leinwël piscou várias vezes, surpresa. – Puxa!... – Rapidamente, voltou sua atenção a espada que ainda segurava com força, mantendo-a presa ao outro Espectro. Nora lançava feixes de luz verde ao redor, obrigando Lein comprimir as pupilas.

    Então a espada gritou, um som agudo, retumbante e perturbador se desprendeu da esmeralda e, antes que a elfa tivesse oportunidade de entender aquilo, foi puxada por seu mestre e afastada da espada. - É aqui que nós descemos – disse ele, ao chegarem na varanda. Então, jogou o pequeno corpo élfico em suas costas e saltou, com uma graciosidade que desmerecia a sua humanidade.

    Antes de chegarem ao chão, a casa à suas costas fora substituída por um punhado de entulho e destroços.

    - Está vendo? Coisas ruins desse tipo acontecem quando você fala para Nora parar de cantar OU faz qualquer crítica negativa quanto as músicas dela. Ela é muito sensível quanto a isso. Portanto, tem de tratá-la muito bem.

    - Vou me lembrar disso. – Disse, com vigor, ainda espantada pelo caos implantado por um objeto tão “pequeno”. O tilintar de sua “colega” chamou a atenção da elfa, que imediatamente pegou a espada com chão, encarando-a mais uma vez.

    - Agora esqueça o feioso, e vamos tratar de começar o seu treinamento antes que a rainha saiba disso e eu tenha que dar MUITAS explicações.

    Desviando os olhos da esmeralda brilhante, encarou seu mestre, concordando vigorosamente. – Certo, acho bom sairmos daqui. – concluiu, avistando rostos conhecidos se aproximando.

    Baixando a lâmina de Nora, tentando não encará-la novamente, começou percorrer a passos ligeiros até uma distância segura. Instintivamente, puxou Kim pela mão direita. Estava eufórica e ainda se recuperava do choque. Tinha tanta coisa para perguntar, mal podia se conter ao imaginar sob que tipo de treinamento seria submetida. Só esperava que não aparecessem mais feiosos à procura de seu amiguinho piradão.
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Oliver em Qui Jun 18, 2009 3:18 pm

    - Lein... - Kim começou a arfar com a correria da elfa, que o puxava pela mão, parecendo ter esquecido do que ocorrera na batalha. "O ar entra e sai, entra e sai. O pulmão está se enchendo e se esvaziando. É fácil, muito fácil." - Pelo amor dos deuses!

    Depois de algum esforço, conseguiu fazer a elfa parar e se debruçou, apoiando as mãos nos joelhos, respirando fundo de forma sôfrega. O coração da elfa retumbava em seus ouvidos com força, trazendo-o de volta ao mundo.

    - Certo. - começou. Mas estava começando a ter outra crise. Dessa vez, porém, teve tempo de puxar um saquinho com bolinhas brancas menores que a unha de seu dedo mindinho, de dentro do bolso da calça. Ele tomou um dos comprimidos e logo estava melhor. Recomeçou: - Certo, pelo menos nós conseguimos sair de lá. Temos mais ou menos duas horas até os soldados da rainha nos encontrarem, então comecemos.

    Kim se aproximou de Lein, pegando Nora de suas mãos, fazendo-a girar habilidosamente. A clareira em que tinham ido parar seria boa para treinar a elfa, definitivamente. Era espaçosa e a luz do sol iluminava a tudo.

    - O nome da arma que possue agora, minha jovem aluna, chama-se Espada de Anora - apelidada carinhosamente por mim de "Nora". Reza a lenda, que foi forjada por um anão há muito tempo banido de Farthen Dûr. O anão tornou-se um guerreiro muito conhecido e temido graças a essa mesma espada, que na época, porém, ainda não era assim. Passado um tempo, o anão arranjou uma companheira de aventuras - uma elfa pra ser sincero - cujo nome era Anora. Eles travaram grandes batalhas juntos e sua fama chegou aos ouvidos de Galbatorix.

    A expressão de Kim azedou de repente, e sua voz tornou-se sombria.

    - O soberano maldito acreditava que Himöu - que era como se chamava o anão -, juntamente com Anora, seriam um grande problema caso se unissem aos Varden. Assim, ele mandou um feiticeiro atrás dos dois, e enquanto dormiam, o mesmo lançou um encanto em Himöu. Quando acordou, o anão pensava que sua companheira havia se voltado contra ele. Sem pestanejar, iniciaram uma batalha, enquanto Anora tentava entender o que estava acontecendo. No final, por ser mais experiente, Himöu matou a elfa, enfiando a espada em seu coração. O encantamento então desfez-se, e ao notar o que tinha feito, o guerreiro enlouqueceu por completo.

    Kim estivera caminhando de um lado para o outro com Nora em punho, balançando-a distraidamente. Ele parou e cravou a espada no chão.

    - Quando um grupo dos Varden - que haviam sido enviados para encontrar o anão e a elfa com o objetivo de fazê-los se unir a resistência contra Galbatorix - o achou, Himöu estava chorando encolhido como uma criança ao lado do corpo de Anora. A espada ainda estava cravada em seu peito, mas sabe como são os elfos - afinal, você é uma -; seu povo é cheio de mistérios, senhorita Whidua. Os cabelos verdes da jovem Anora haviam perdido a cor, e agora a coloração tingia a espada. Ao que parece, ela havia transferido sua alma para a pedra que enfeitava o punho da espada. Mais ou menos com o que aconteceu com a árvore Menoa, se não me engano... Então, o que tenho em mãos, cara Lein, é na verdade a alma de uma das maiores guerreiras elfas de toda a Alagaësia.

    Kim estalou os dedos, e dois garanhões surgiram - sabe-se lá de onde. O rapaz acariciou a orelha do que tinha pelagem negra e a seguir o montou.

    - Imaginemos então, que sou um dos soldados de Galbatorix, e roubei Nora, pretendendo levá-la para o rei. Você, todavia, deverá impedir que eu faça isso e terá de recuperar a espada. Não vai descansar até tirar a espada de minhas mãos. Se conseguir fazê-lo, será presenteada. Mas apenar se o fizer...

    O cavalo de Kim começou a correr ao receber uma ordem na língua antiga. A perseguição estava iniciada.

    [off] Santa imaginação! affraid [/off]
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por LordEvil em Sab Set 19, 2009 11:38 am

    AVISO: Leinwël tem até o final de setembro para postar ou sua aventura será terminada.


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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Leinwël em Sab Set 19, 2009 2:39 pm

    Lein cessou a correria não menos que surpresa. Surpresa com seu próprio descuido. "Não tão surpresa assim" confessou, para si mesma. Escorou em uma árvore, prestanto atenção extra em Kim. Notou as curiosas bolinhas que ele levou a boca, o olhar inquisitivo se fixou nelas, mas conteve perguntas que poderiam ser adiadas. Precisava focalizar.

    - Certo, pelo menos nós conseguimos sair de lá. Temos mais ou menos duas horas até os soldados da rainha nos encontrarem, então comecemos.

    Repentinamente demais para Leinwël, Kim tirou a espada bonita de suas nãos, girando com habilidade e leveza superior. A elfa apenas encarava.

    - O nome da arma que possue agora, minha jovem aluna, chama-se Espada de Anora, apelidada carinhosamente por mim de "Nora". - Sem um porque exato, ela sorriu, encarando a lâmina brilhante que refletia toda a luz.

    Apesar da sequencia de fatos narrados, uma sombra de sorriso não conseguia deixar a expressão da ruiva, que acompanhava com o olhar as reações do seu narrador e da arma em suas mãos. Para sua própria surpresa, estava bem silência a um tempo considerável. Contudo, o último acontecimento; onde a cor dos cabelos de Anora transferia-se para espada; a expressão serena e curiosa tornou-se levemente inquieta. Suspirou, ponderando a respeito de seu povo e do tanto que ela mesma desconhecia de sua história. Mas havia tempo, ainda era jovem.

    - Então, o que tenho em mãos, cara Lein, é na verdade a alma de uma das maiores guerreiras elfas de toda a Alagaësia. - Disse Kim, assentuando a expressão inquieta da jovem elfa. Engoliu em seco; aquela era uma grande história, consequentemente, uma poderosa espada.

    Um estalo de dedos. Então, de repente, cavalos. "De onde raios vieram os pangarés?"

    - Imaginemos então, que sou um dos soldados de Galbatorix, e roubei Nora, pretendendo levá-la para o rei. Você, todavia, deverá impedir que eu faça isso e terá de recuperar a espada. Não vai descansar até tirar a espada de minhas mãos. Se conseguir fazê-lo, será presenteada. Mas apenar se o fizer...

    Como um raio, o equino de cor negra partiu floresta adentro. Os ombros de Leinwel afrouxaram e seu queixo caiu de estupor. - Mas que raios... - Encarou o outro cavalo (de pelo castanho, malhado de branco), como se o mesmo esfivesse prestes a criar asas e sair voando. Um ponto curioso é que, apesar de adorar cavalgar, Leinwel raramente simpatizava com os bichos logo de cara, o que não era animador; ja seria bem dificil reaver a espada com colaboração, agora, sem ela, o sucesso seria pouco provavel.

    -Certo, cavalinho... - Aproximou-se com caute-la, sorrindo amarelo para o animal, que bufou em um leve sinal de desagrado. Leinwel também bufou para ele. - Muito bem, venha cá... venha cá...

    Falando baixo e pisando leve, segurou com força as rédeas e tomou um impulso exagerado para subir na sela, quase sendo arremesada para o outro lado do animal.

    Finalmente plantada na sela, o problema seria fazer o bichinho andar. Tentou falando, batendo com as redeas, e tudo o que conseguiu foi um relinxo desgostoso. Sem paciencia, enfiou os calcanhares nas ancas do bicho, que com um ruído de desgosto, bateu à galope, tão rápido que parecia pretender derrubar a ruiva. (o que era bem provavel)

    Já em movimento, tudo havia ficado mais fácil, precisava agora alcançar Kim, que estava com uma boa vantage, devido à sua "simpatia" com animais.

    [Ae, voltei 8D]
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por Oliver em Dom Set 27, 2009 1:11 am

    Kim acariciou levemente a crina negra do seu cavalo, sorrindo ao ouvir sua pupila lutando para montar no outro alazão.

    - Gangá, Olhos de Lua. Gangá, querido. - sussurrou carinhosamente, fazendo o animal aumentar o ritmo da corrida. A espada estava presa firmemente em seu punho, os dedos longos e morenos apertavam com tanta força seu cabo que os nós deles ficavam roxos.

    Ao notar a dificuldade com que Lein o seguia, gritou:

    - Vou lhe dar uma dica, aprendiz! Fale na Língua Antiga com Coração de Rocha. Pelo nome, no entanto, você já deve ter percebido que a coisa não será fácil, mesmo assim, hein?

    Sorrindo, ele não desacelerou sua corrida frenética, balançando Nora para cima, esperando que aquilo fosse uma espécie de incentivo para a elfa.

    A determinação dela o deixava admirado, coisa que lembrava...

    "Fell", suspirou com nostalgia, desviando-se das árvores com os olhos para sempre perdidos na escuridão. "Quando nos encontrarmos novamente, nunca mais te deixarei, Fell. Prometi isso e irei cumprir."
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    Re: Ato I - Leinwël

    Mensagem por LordEvil em Ter Out 13, 2009 1:17 pm

    AVISO: Leinwël tem até o fim de novembro para postar ou sua aventura será cancelada.


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    Re: Ato I - Leinwël

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